No "Corinthians da Moldávia", brasileiro se prepara para a sua 2ª Champions

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

  • Divulgação/FC Sheriff

    Michel Huff, preparador físico brasileiro, foi campeão da Moldávia com o FC Sheriff

    Michel Huff, preparador físico brasileiro, foi campeão da Moldávia com o FC Sheriff

Um brasileiro pouco conhecido do futebol nacional está se dando bem na Europa. Longe da badalação, Michel Huff, preparador físico, se prepara para disputar a Liga dos Campeões pela segunda vez. Ex-Metalist, da Ucrânia, ele faz parte da comissão técnica do atual campeão nacional da Moldávia.

Formado no Rio Grande do Sul, Huff rodou pela base da dupla Gre-Nal e clubes do interior antes de fazer carreira no leste europeu. Ficou de 2011 a 2015 no Metalist, da Ucrânia, e está na FC Sheriff há oito meses.

"Eu cheguei ao clube por intermédio de um treinador, ele foi ao Metalist e eu estava trabalhando lá. Em 2012, ele fez a visita, me conheceu e quando foi para o Sheriff lembrou do meu nome. Sabia que eu falava russo e foi feita uma proposta dias depois", conta.

Na Transnístria, território autoproclamado independente em 1990, Michel Huff conseguiu vencer na Europa. Mesmo que o nível técnico do campeonato moldavo não seja alto, como de centros iguais a Espanha, Inglaterra ou Itália, a estrutura do FC Sheriff garantiu vaga nos playoffs da Champions League 2016/2017.

O CT do clube fica próximo de uma base militar russa, a população tem cidadania russa, mas o campeonato disputado é o da Moldávia. Com investimento pesado de uma família abastada da região, o FC Sheriff se tornou o maior vencedor nacional.

"O clube é tipo aquele que todo mundo vai contra, um Corinthians da vida. Ele não é da capital, mas ganha sempre. Ele foi fundado em 1998 e por ter investimento forte, uma bela estrutura, compete forte", explica o preparador físico.

No "Corinthians da Moldávia", Huff se deu bem pelo histórico no leste europeu. A experiência no Metalist conferiu um diferencial no currículo: a fluência no russo, idioma de grande penetração na região. Com esse item, o estereótipo criado dos brasileiros ficou para trás.

"Tem um preconceito, por ser uma cultura diferente. Métodos, ideias diferentes. E os exemplos que não deram certo pesam", opina Huff.

A meta, depois de vencer o campeonato nacional, é chegar até a fase de grupos da Champions. O sorteio ainda não foi realizado pela Uefa.

"O sonho é ir para a fase de grupo. Se entrar, o clube fica reconhecido. O país nunca teve representante. Vai ter retorno financeiro grande para o clube, exposição, até turismo local pode ser impactado", aponta.

Huff, de 40 anos, passou por Grêmio, Internacional, Pelotas e Juventude antes de chegar à Europa.

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