Para Siemsen, presidente do Corinthians 'tem razão' em críticas à CBF

Do UOL, em São Paulo

  • BRUNO HADDAD/FLUMINENSE

    Presidente do Flu defendeu críticas feitas por Roberto de Andrade em negociação de Tite

    Presidente do Flu defendeu críticas feitas por Roberto de Andrade em negociação de Tite

O presidente do Fluminense, Peter Siemsen, endossou nesta quarta-feira o discurso do presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, contra a CBF.

No mesmo dia, Andrade criticou a entidade pela condução na contratação do técnico Tite – o treinador deixou a equipe paulista, mas ainda não acertou seu contrato para assumir o comando da seleção brasileira.

"O Roberto é um dirigente muito lúcido, a quem eu admiro e quem sempre me parece falar a verdade, o que pensa. Com ele, não tem trabalho de bastidores, não. Ele fala o que está pensando, expôs, e acho que tem razão de se sentir assim", disse Siemsen, em entrevista à ESPN Brasil.

Em entrevista coletiva no centro de treinamentos do Corinthians, Roberto de Andrade se mostrou irritado com a CBF e pediu para não falar sobre a entidade. Entretanto, fez duras críticas em seu desabafo.

"Não quero saber em relação da CBF, não cuido da CBF. Estou puto com a CBF pela maneira como vieram tirar o Tite daqui. Não recebi um telefonema do presidente da CBF. É assim que o presidente trata os clubes. Hoje me deram um telefonema", disse o corintiano.

Corinthians na Primeira Liga?

O presidente do Fluminense não descartou a possibilidade de aproveitar o momento entre Corinthians e CBF para tentar aproximar o clube paulista da Primeira Liga. Entretanto, reconhece que o momento é complicado dentro da própria competição, que carece de mais união entre as equipes.

"Acho que (atrair o Corinthians) é uma ideia boa, mas é uma ideia muito recente. Volto a dizer: a questão da (Primeira) Liga em si passa por dificuldades no momento. Mas o primeiro ponto: será que os clubes todos juntos, da Série A e da Série B, não estão interessados em ser inseridos, em participar das assembleias da CBF?", questionou, indo além.

"Com relaçao à questão do futebol brasileiro, tem varios elementos que compõem. Mas o principal é que falta aos clubes união. Nós vivemos isso na Liga. No ano passado, a Liga quase afundou. Estamos em um momento difícil na Liga, mas até ontem comentei: se queremos ir em frente, a primeira coisa a ser feita é chamar os 40 clubes, da Série A e da Série B, para que sejamos chamados a todas assembleias da CBF e votemos em qualquer matéria, conforme prevê a lei do Profute. Isso seria um primeiro passo para que os clubes assumissem um papel de preponderância", acrescentou.

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