Barça faz jogo duro e entende que se Neymar priorizar grana deve ir ao PSG

João Henrique Marques, Pedro Lopes e Ricardo Perrone

Do UOL, em Paris (FRA) e São Paulo

O Barcelona promete fazer jogo duro com Neymar diante da investida milionária do Paris Saint-Germain para levar o craque brasileiro. Os cartolas do clube espanhol prometem não aumentar a oferta que já fizeram para o atacante renovar antecipadamente seu contrato, válido até julho de 2018.

No entendimento dos dirigentes do clube catalão é impossível cobrir a proposta francesa. Assim, eles afirmam que se Neymar priorizar a parte financeira deve ir jogar no PSG. Mas, se seu interesse for atuar no time mais forte, aceitará a oferta de renovação já feita pelo time catalão.

Porém, o estafe de Neymar entende de maneira diferente. Avalia que em Paris ele teria um papel de protagonista que nunca terá jogando ao lado de Messi. Dessa forma suas chances de ganhar o prêmio de melhor do mundo aumentariam mudando de ares.

Apesar do discurso de não melhorar a proposta, o diretor do Barcelona Raul Sanllehí e o brasileiro André Cury, que trabalha para o clube espanhol, estão no Brasil para, entre outros assuntos, conversar com o pai de Neymar sobre a renovação contratual.

Na semana passada, foi a vez de o PSG enviar representantes ao país para tratar da contratação do jogador. A proposta feita pelos franceses é tratada como "coisa do outro mundo" pelo estafe do brasileiro. São cerca de 50 milhões de euros anuais entre salários e bônus, quase o dobro do que foi proposto pelos catalães para renovar.

Consciente de que não tem recursos para chegar nesse nível, o Barça se limita a preparar uma denúncia na Uefa contra o PSG, caso o negócio seja concretizado. A ideia é apontar que os franceses feriram as regras de fairplay financeiro estipuladas pela federação europeia. Isso porque o gasto seria incompatível com a receita do PSG. Quem não cumpre as normas financeiras está sujeito a punições aplicadas pela Uefa.

Só para pagar a multa rescisória de Neymar, o time francês teria que desembolsar pouco menos de 200 milhões de euros. Em 2015, o orçamento do PSG foi de aproximadamente 480 milhões de euros. Ou seja, apenas para obter a liberação do atacante o gasto corresponderia a cerca de 40% da receita obtida pelo clube no ano passado.

Atento ao interesse de concorrentes no brasileiro, desde que Neymar saiu de férias, o Barcelona decidiu ficar de olho nele. Cury chegou até a estar com o atacante nos Estados Unidos, onde ele passou parte do seu período de descanso.

Mas a marcação cerrada não impediu que o PSG se aproximasse do pai de Neymar e do empresário do jogador, Wagner Ribeiro. Os dois gostaram do que ouviram dos franceses e a possibilidade de transferência passou a ser real.

Procurada, a assessoria de imprensa de Neymar disse que o estafe do jogador não comentaria o assunto.

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