Temer quer renegociar dívidas de governos por obras em arenas da Copa

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Daniel Marenco/Folhapress

    Maracanã teve financiamento de R$ 400 milhões. RJ está em crise hoje

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Dois anos após a Copa do Mundo de 2014, o governo federal estuda renegociar as dívidas assumidas por Estados para reformar estádios usados no torneio. O presidente interino, Michel Temer (PMDB), afirmou nesta quarta-feira (22) que avalia uma forma de modificar as condições de pagamento de financiamentos concedidos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para obras do Mundial visando a aliviar o caixa de governos em crise.

A afirmação foi feita durante entrevista concedida ao presidente interino em entrevista à rádio Jovem Pan. "Os estudos [para renegociação dessas dívidas] estão avançados", disse Temer. "Em breve, poderei chamar os Estados, especialmente aqueles que têm em que se verificou a construção de estádios da Copa, para renegociar essas dívidas. "

Por conta da Copa do Mundo, o BNDES criou uma linha de financiamento especial para apoiar a construção e reforma de estádio do torneio. Governos ou construtoras puderam contrair empréstimos de até R$ 400 milhões para pagar obras nas arenas. O crédito tinha juros subsidiados –ou seja, com taxas mais baixas do que as praticadas pelo mercado.

Dos 12 estádios usados no Mundial de futebol, 11 tiveram obras financiadas pelo BNDES. Ao todo, 3,8 bilhões em crédito foram concedidos pelo banco. A única obra em arena da Copa que não contou com apoio do banco foi a do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.

Hoje, porém, vários Estados têm dificuldades arcar com as parcelas do financiamento concedido pelo banco. Nesta semana, governadores já se reuniram com o presidente Temer para renegociar dívidas de governos com a União. Um acordo geral válido para todos os Estados foi fechado. Esse acordo, contudo, não incluiu a renegociação de dívidas com o BNDES. Excluiu, portanto, as dívidas contraídas para a Copa.

Em entrevista à Jovem Pan, Temer ressaltou que essas dívidas com o banco ainda estão sendo avaliadas pelo governo federal. Ele disse que é importante que Estados tenham uma condição financeira saudável para poderem cumprir suas funções. Disse que seu governo, ainda que interino, está empenhado em buscar uma solução para as dívidas de governos estaduais.
 

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