Preso pela Interpol, ex-agente é acusado de dar golpe de R$ 1 mi em Luciano

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

  • Arquivo Pessoal

    Wesley (à esquerda), mais conhecido como Marcos, empresariava o corintiano Luciano

    Wesley (à esquerda), mais conhecido como Marcos, empresariava o corintiano Luciano

O atacante Luciano, do Corinthians, enfrenta problemas com seu ex-empresário, Wesley de Moura Lima, que foi preso em uma ação conjunta de Polícia Federal e Interpol. O jogador acusa o ex-agente de ter contraído uma série de empréstimos em seu nome. O total dessas operações seria R$ 900 mil. 

No último domingo, o "Fantástico", da TV Globo, mostrou que Lima foi preso por policiais federais ao tentar tirar visto americano, em Brasília, com documentos falsos. Ele utilizava o nome falso de Marcos Ferreira dos Santos.

Procurado pela Interpol, o empresário já havia sido condenado a sete anos de prisão pelos crimes de desvio de dinheiro público, formação de quadrilha e falsificação de documentos. Recentemente, o UOL Esporte mostrou que Lima, que se apresentava como Marcos, estava desaparecido e que Luciano havia rompido seu contrato de representação com ele. 

Com o respaldo jurídico da empresa Art Sports, que agora o representa, Luciano tentará minimizar o prejuízo causado por seu ex-agente. Segundo a empresa, Wesley de Moura Lima, munido de uma procuração assinada pelo jogador do Corinthians, teria contraído sete empréstimos em três bancos diferentes: Caixa Econômica Federal, Bradesco e Itaú. 

Luciano teria descoberto o golpe de seu então empresário ao receber um telefonema do gerente de uma de suas contas bancárias. O objetivo da ligação era que confirmasse um empréstimo solicitado por Wesley, o que o corintiano recusou. Depois disso, apesar de cancelar a procuração ao agente, novas quantias teriam sido contraídas em bancos por Wesley.

Nas últimas semanas, Luciano e seu novo representante, Nílson Moura, que não tem parentesco com Lima, mantêm contato com os bancos para tentar reduzir ou acabar com o prejuízo.

Wesley foi responsável por intermediar a ida do atacante do Avaí para o Corinthians, ainda em 2014, e renovou sua procuração com ele durante a temporada passada. Recentemente, por todos os problemas, o jogador passou a trabalhar com a empresa Art Sports. 

Temporada ruim no Corinthians

A direção do Corinthians tem se preocupado com os problemas extracampo de Luciano e deu apoio recente para que ele trocasse de empresários. Na última semana, após seis partidas como titular, ele voltou para o banco de reservas. O último gol do atacante foi em agosto de 2015, quando ele lesionou o joelho com gravidade. Naquele momento, Wesley Moura de Lima tratava sobre uma negociação para o Benfica-POR, que foi cancelada. 

Outro lado

Em nota, a Polícia Federal não deu mais dados sobre o caso. "A PF esclarece que realizou a prisão da pessoa mencionada em virtude da mesma constar na lista da difusão vermelha da Interpol. E que não há informação adicional sobre o caso."

UOL Esporte localizou o advogado de Wesley Moura, que não retornou as mensagens enviadas.

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