EUA tentaram acabar com empates e criaram forma bizarra para decidir jogo

Do UOL, em São Paulo

A Major League Soccer (MLS), o campeonato profissional de futebol dos Estados Unidos, surgiu com esse nome como uma contrapartida depois da Copa do Mundo de 1994 para promover o esporte no país. Os organizadores, no entanto, tentaram adaptar algumas regras para tornar o futebol mais atraente para o público local. E uma das mudanças, talvez a mais bizarra, foi a forma que criaram para tentar acabar com os empates.

Em vez de baterem pênaltis, os dois times disputavam o chamado "shootout", uma espécie de falta com a bola rolando. Com a bola posicionada a 32 metros do gol, o jogador de linha tinha cinco segundos para se aproximar da meta e finalizar.

Nesse intervalo, ele podia dar quantos toques quisesse, desde que respeitasse o limite dos cinco segundos. Um chute por cobertura ou um drible no goleiro eram válidos. O goleiro, por sua vez, podia sair da linha do gol para tentar diminuir o ângulo e aumentar suas chances.

Se o árbitro entendia que o goleiro cometeu falta no jogador de linha dentro da área, um pênalti tradicional era marcado e cobrado por quem o sofreu.

Em todas as partidas terminadas empatadas, cada time tinha cinco tentativas de "shootout". Se a igualdade persistisse, havia mais uma cobrança por equipe até que houvesse um vencedor.

No fim da disputa, o time que levava a melhor ganhava um ponto, enquanto o outro não somava nada. O modelo bizarro foi adotado até 1999, quando os organizadores perceberam que ele afastava o fã tradicional do futebol e não causava interesse em possíveis novos espectadores. Depois de muitas tentativas, a MLS aceitou fazer o básico.

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