Tardelli inaugura bistrô em BH e planeja encerrar carreira no Atlético-MG

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

É impossível falar em Diego Tardelli e não remeter a sua história à passagem vitoriosa pelo Atlético-MG. O sucesso na Cidade do Galo estreitou a relação do atacante com Belo Horizonte e faz com que ele planeje encerrar a sua carreira no clube, conforme revelou em entrevista exclusiva ao UOL Esporte. A volta ao Brasil, porém, ainda deve demorar um pouco.

Em parceria com o empresário Isaac Azar, o ídolo alvinegro inaugurará o restaurante Paris 6 no Pátio Savassi, shopping center localizado na região Centro-Sul da capital mineira. O estabelecimento é um famoso bistrô de culinária francesa.

Divulgação
Projeção do restaurante de Tardelli em shopping center de BH

"Gostamos muito de Belo Horizonte e do povo mineiro. Sempre fomos bem tratados por todos, independente da rivalidade entre Atlético e Cruzeiro. É uma cidade que eu e minha família nos apegamos muito, onde a minha esposa tem duas lojas de decoração de quartinho de bebê e que agora também estamos com esse novo projeto do Paris 6", afirmou.

Com negócios na capital mineira, Diego Tardelli não esconde que pretende encerrar a trajetória no futebol vestindo o uniforme do clube em que contabiliza duas passagens – entre 2009 e 2011 e de 2013 a 2014. O retorno ao Atlético deve acontecer daqui dois anos, quando se encerra o seu contrato com o Shandong Luneng, da China.

Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro
Tardelli aproveitou as férias na China para visitar a Cidade o Galo

"Com certeza (quero encerrar a carreira no Atlético-MG). Todo mundo sabe o carinho que tenho pelo Atlético e pela torcida e a minha prioridade sempre será o Galo, mas não sei qual será a prioridade deles (risos). Mas não penso em voltar ao Brasil em menos de dois anos", comentou.

Confira a entrevista exclusiva de Tardelli ao UOL Esporte:

Você tem contrato até janeiro de 2019 com o Shandong Luneng. Já pensa em voltar ao Brasil?
Prefiro não revelar os clubes, mas já tive várias propostas, sim. E venho tendo algumas de alguns grandes clubes do Brasil. Graças a Deus, as portas estão abertas em muitos países, principalmente no Brasil, e isso é o reconhecimento por tudo o que eu fiz durante o tempo em que estive jogando por aí e o que ainda venho fazendo por aqui. Por enquanto, não pretendo voltar ao Brasil, só daqui a uns dois anos ou mais.

DENILTON DIAS/O TEMPO/ESTADÃO CONTEÚDO
Diego Tardelli fez sucesso com a camisa do Atlético-MG

Você abrirá mais um estabelecimento em Belo Horizonte. Além disso, como aplica seus investimentos para o futuro?
Sobre o futuro, eu me preocupo, sim, ainda mais neste momento que o Brasil não está tão bem. Tenho pessoas que cuidam do meu futuro, dos meus investimentos, e estou bem orientado nessa parte.

O Emerson Leão foi marcante em sua carreira. Ele presenciou a sua aparição no São Paulo e avalizou a sua ida para o Atlético. Foi seu principal técnico?
Eu costumo dizer que ele é um pai para mim. Não é todo mundo que gosta da maneira do Leão, do jeito dele, mas ele foi um cara importantíssimo quando eu estava no São Paulo, em 2005. Ele resgatou meu futebol e eu entrei na linha com ele. Felizmente, foi ele quem me levou para o Atlético e tudo o que aconteceu na minha carreira, todos esses títulos, todas essas convocações, todas as premiações que eu ganhei nesses últimos anos, eu agradeço muito ao Leão. Se não fosse ele, nada disso teria acontecido. Uma vez ele me chamou na sala dele, em 2005, eu estava no banco de reservas e fui cortado do jogo. Ele chegou e me perguntou se eu queria continuar nessa, acomodado ou não. A partir desse momento, eu pude fazer um grande campeonato paulista, fui vice-artilheiro e nós fomos campeões. Foi esse o momento da reviravolta.

Você ainda é jovem, tem apenas 31 anos. Já pensa no que fazer quando encerrar a sua carreira?
Ainda não pensei, mas tenho um projeto de morar nos Estados Unidos com minha família assim que parar de jogar. E se um dia eu tiver a oportunidade, gostaria de ter uma função igual à do Milton Cruz e passar um pouco de tudo o que eu aprendi no futebol. Quem sabe um dia também eu possa ser treinador. 

Recentemente, em visita à Cidade do Galo, você disse que teve problemas com Cuca na China. O que houve?
O Cuca é um ótimo treinador e eu o respeito muito. Antes de ir para o Shandong, recebi outra proposta da China, do Guangzhou Evergrande, mas o próprio Cuca me ligou e pediu para eu ir para o time dele. Em toda família há discussões e brigas, é normal. Sou muito grato por tudo o que ele fez por mim, nos falamos até hoje e eu trabalharia com ele novamente sem problema.

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