Para promotor, segurança falhou em briga após São Paulo x Atlético Nacional

Bruno Thadeu

Do UOL, em São Paulo

Na manhã desta quinta-feira, o promotor Paulo Castilho, do Ministério Público de São Paulo, falou sobre o cenário de guerra que tomou conta do entorno do Morumbi após a partida desta quarta entre São Paulo e Atlético Nacional, pelas semifinais da Libertadores. Para Castilho, as forças de segurança envolvidas na partida cometeram falhas.

"A polícia especializada nesse assunto estava mais de 72 h direto destacada para outra ação (investigação sobre manipulação de resultados). A Guarda Civil deveria ter coibido barraqueiros que vendem cerveja em garrafa de vidro", explicou o promotor.

Segundo Castilho, inquéritos serão instaurados. "Houve uma falha da segurança municipal. Já estamos todos engrenados de como devemos atuar.  Já instauramos inquéritos, e alguns já foram identificados. Vamos pedir o afastamento".

Em nota oficial, a Torcida Independente, principal organizada do São Paulo, colocou-se à disposição das autoridades para averiguação da briga na noite de quarta-feira. Segundo o grupo, a Polícia Militar falhou desde a chegada dos torcedores ao estádio.

"O combinado com a Polícia Militar, que era aproximar as grades não foi cumprido, em tom ameaçador e de confronto. Só queríamos estar ali levando nosso apoio ao time, atitude tradicional. Fomos repelidos de forma ostensiva", diz o comunicado, divulgado no Facebook. "O clima ficou hostil desde esse momento", completou.

O comunicado associa a briga posterior ao jogo a "quadrilhas especializadas que aproveitam grandes eventos como o jogo de ontem para cometerem furtos de aparelhos de celular e carteiras".

"Queremos punição de responsáveis, desde que identificados por seus atos, não generalizando a todos. Não só em torcida organizada, mas na sociedade em geral", diz a nota, assinada pela diretoria da agremiação. "Ocorre que parece que fazem de tudo, para colocar todos da Independente no patamar de criminosos. E só nossa coletividade sabe os milhares de homens, mulheres, crianças, pais de família e trabalhadores, que são nossos sócios."

A confusão

Após a derrota do São Paulo, torcedores organizados entraram em confronto com torcedores comuns e com a polícia no entorno do Morumbi. Foram arremessadas garrafas e outros objetos, e bombas de efeito moral.

De acordo com a Polícia Militar, a confusão começou quando torcedores que não haviam entrado no estádio, vestidos com uniformes de organizadas, começaram a atacar ambulantes e a assaltar e agredir aficionados 'comuns'. A PM precisou agir para controlar a situação. Foi aí que os vândalos se voltaram contra os policiais arremessando milhares de garrafas de vidro. A PM reagiu com armas não letais. No fim do confronto, nove pessoas foram detidas, e ao menos 12 policiais ficaram feridos.

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