Doze anos após choro marcante, C.Ronaldo chega ao maior desafio da carreira

João Henrique Marques

Do UOL Esporte, em Paris

  • REUTERS/Jerry Lampen

Aos 19 anos, a então promessa Cristiano Ronaldo chorou desesperadamente após a vitória da Grécia por 1 a 0 contra Portugal, na final da Eurocopa, em 2004. O treinador brasileiro Luiz Felipe Scolari então se aproximou e tentou consolá-lo. Não adiantou. Mas o que aquele jovem não conseguiu imaginar é que teria uma nova chance de se redimir, e desta vez como protagonista.

Cristiano Ronaldo ganhou 18 títulos na carreira desde a fatídica tarde de domingo em Lisboa, em 2004. E, por três vezes, ainda levou o Bola de Ouro como melhor jogador do mundo. Só que o maior desafio da carreira chegou: é a final da Eurocopa de 2016, diante da França, no Stade de France, em Saint Denis, neste domingo, às 16h (de Brasília).

"Isso é algo com que sempre sonhei. Seria uma grande conquista ganhar algo com Portugal. Meus dedos estão cruzados. Eu acredito, meus companheiros acreditam, Portugal acredita e a comunidade portuguesa que vive na França também", comentou Cristiano Ronaldo em entrevista ao site da UEFA na véspera da decisão.

O desafio de Cristiano Ronaldo é entrar para a história de Portugal com um título, algo que Figo, Rui Costa, Deco, e até mesmo Eusébio (para os portugueses mais saudosistas), não conseguiram.

AP Photo/Martin Meissner
"Agora terei a sorte de jogar uma segunda final com a camisa de Portugal. É uma decisão e tudo pode acontecer. Sabemos que enfrentaremos uma grande equipe, uma grande seleção, mas, em uma final, qualquer coisa é possível", disse o camisa 7.

Durante anos, Cristiano Ronaldo conviveu com a impressão que conquistar algo por Portugal seria impossível. Na Copa do Mundo no Brasil, por exemplo, a eliminação veio na primeira fase, e teve até goleada de 4 a 0 sofrida para a Alemanha.

No caminho à final da Eurocopa ainda vieram três empates na primeira fase. Ao lado dos maus resultados, parte da mídia portuguesa escolheu Cristiano Ronaldo como alvo. A crítica foi de que o craque prejudicava a seleção com o excesso de jogadas individuais e, também, por ser "destino obrigatório" dos passes dos companheiros.

Cristiano Ronaldo mostrou que as críticas eram pura bobagem. Foi o jogador decisivo que Portugal tanto queria na semifinal da Eurocopa, contra o País de Gales. Em uma bela cabeçada marcou o primeiro gol da seleção após cobrança de escanteio e, pouco depois, deu a assistência, em uma tentativa de chute, para Nani selar o triunfo por 2 a 0.

"Temos que ser positivos. Este domingo será a primeira vez em que Portugal ganhará um troféu importante", disse Cristiano Ronaldo antes de ser lembrado do choro de 2004. "Agora será um choro de alegria", prometeu.

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