Patrocinador da Sul-Americana rescinde com Conmebol: "Prejuízo aos clubes"

Do UOL, em São Paulo

  • Conmebol

    Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, criticou decisão da Global Sports

    Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, criticou decisão da Global Sports

A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) anunciou nesta segunda-feira (18) que a Global Sports, empresa responsável por patrocínio e publicidade estática da Copa Sul-Americana, rescindiu seu contrato de forma "unilateral e injustificada".

A entidade criticou a postura da empresa e disse que os clubes que participam da competição serão prejudicados. A primeira rodada do torneio está prevista para acontecer em 3 de agosto.

"Lamentamos que a Global Sports tenha terminado o contrato sem causa justificável, a dias do início da Copa Sul-Americana, o que causa enormes prejuízos aos clubes participantes", disse o presidente da confederação, Alejandro Domínguez.

O contrato da Global Sports havia sido assinado com a administração anterior da Conmebol, quando o presidente era Juan Ángel Napout, atualmente em prisão domiciliar nos Estados Unidos por crimes de lavagem de dinheiro e corrupção. O vínculo era válido para as edições de 2015, 2016 e 2017 da Sul-Americana.

Segundo Alejandro Domínguez, a Conmebol "tomará todas as medidas correspondentes para fazer valer seus direitos diante das autoridades pertinentes".

Esta não é a primeira vez que Global Sports e Conmebol quebram um contrato. Em 2013, a rescisão partiu da confederação, sob a presidência de Eugenio Figueredo, hoje preso no Uruguai.

O rompimento aconteceu depois que a empresa incentivou clubes a pressionarem a Conmebol para receberem mais dinheiro dos direitos de TV das competições. Na época, a entidade justificou a rescisão por "graves e recorrentes violações" de obrigações financeiras por parte da Global Sports.

Diretor-geral também deixa a Conmebol

No mesmo comunicado, a Conmebol anunciou que o diretor-geral, o espanhol Gorka Villar, deixou a entidade "de comum acordo". Ele estava no cargo desde dezembro de 2014.

Gorka foi acusado em 2015 por clubes uruguaios de extorsão e corrupção. Ele é filho de Ángel María Villar, presidente da Federação Espanhola de Futebol desde 1988 e também dirigente da Uefa e da Fifa.

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