Em um mês de seleção, Tite muda perfil e cumpre "promessa de campanha"

Danilo Lavieri e Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

  • Lucas Figueiredo/MoWa Press

    Tite na seleção brasileira

    Tite na seleção brasileira

Tite completa nesta quarta-feira (20) um mês de seu anúncio como treinador da seleção brasileira. Em 30 dias, o comandante mudou o perfil de atuação em relação ao antecessor e cumpre as "promessas de campanha", feitas para os diretores da CBF na "entrevista de emprego" e também para os torcedores nas entrevistas coletivas: assistir a mais jogos in loco, reforçar a equipe de trabalho para a seleção e melhorar o relacionamento da entidade com os clubes.

Direto de um hotel no Rio de Janeiro, enquanto a esposa, Rose, procura um apartamento para a mudança em definitivo, Tite teve foco completo na integração à nova função, cancelou eventos, entrevistas exclusivas e outros compromissos.

Uma das ideias dele nesses 30 dias é aumentar de maneira considerável a quantidade de trabalho da comissão técnica. Nesse sentido, o treinador da seleção brasileira se comportou de maneira praticamente obsessiva para juntar o maior número de dados e informações para a primeira convocação, em agosto.

Washington Alves/Light Press
Tite foi ao Mineirão para jogo do Cruzeiro

Tite definiu a meta de assistir a todos os jogos da seleção brasileira desde a saída de Mano Menezes, ainda em 2013. A tarefa é compartilhada com os auxiliares Matheus Bachi e Cléber Xavier. Não se sabe se eles já cumpriram o desejo e viram todas as partidas, mas a ideia é observar comportamentos dos atletas dentro das mais diversas situações.

A parte mais importante do trabalho foi verificar situações in loco. Tite e os auxiliares foram a uma série de partidas, a começar por Estados Unidos x Colômbia e Chile x Argentina na Copa América. Os colombianos enfrentarão os brasileiros em setembro, pelas Eliminatórias. A seguir, jogos pelo Brasileirão como Inter x Grêmio, Botafogo x Flamengo, Cruzeiro x Atlético-PR e Palmeiras x Santos.

Seus auxiliares também dividem essa função. Cleber, por exemplo, assistiu aos jogos entre São Paulo e Santos, São Paulo e Atlético Nacional-COL e Flamengo e Atlético-MG, além de acompanhar Tite no Gre-Nal. 

Fabio Menotti/Agência Palmeiras

Nesses jogos, aproveita para conversar com gerentes, diretores e presidentes. A ideia é que a seleção brasileira tenha um bom relacionamento com as equipes, especialmente com os times que terão seus atletas convocados com mais frequência.

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Por outro caminho, decisões importantes foram tomadas. O preparador físico Fábio Mahseredjian e o preparador de goleiros Taffarel passam a ser funcionários exclusivos da seleção brasileira durante a era Tite. A integração definitiva dos dois profissionais, negociada pelo coordenador Edu Gaspar, está conectada à ideia de ter uma comissão mais ativa. Mahseredjian deve estreitar relação com preparadores de outros clubes e fazer um acompanhamento mais profundo sobre jogadores que jogam na China, por exemplo.

Com Rogério Micale, treinador da seleção olímpica, Tite teve conversas principalmente no sentido de otimização. Ele se preocupa sobre como irá conseguir suas ideias na equipe em um período muito mais curto em relação ao que fazia no Corinthians, por exemplo. Por isso, pediu mais detalhes a Micale para planejar a preparação para os jogos do Brasil contra Equador e Colômbia no mês de setembro.

Nesta preparação da equipe Olímpica, Tite ainda programa visitas ao grupo, como fará nesta quarta-feira, em que deve ter o primeiro contato com Neymar. Tudo para se ambientar o mais rápido possível na função.

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