Sem paulistas, Liga Sul-Americana define gremista como vice

Danilo Lavieri

Do UOL, em São Paulo

  • Lucas Uebel/Divulgação/Grêmio

Romildo Bolzan Júnior, presidente do Grêmio, foi eleito vice-presidente da Liga Sul-Americana. Foi isso o que ficou decidido na reunião da última terça-feira (19), em Montevidéu, no Uruguai, país definido como sede da organização. Ele forma a dupla de comando com o presidente do Boca Juniors, Daniel Angelici, que também será o presidente da Liga.

A reunião teve pouca presença de brasileiros. Cruzeiro, Grêmio, Internacional e Flamengo enviaram representantes. Fluminense e Atlético-MG não foram, mas manifestaram apoio. Em um primeiro momento, o grupo não organizará um campeonato à parte, mas servirá para defender os clubes na organização dos campeonatos continentais em assuntos como premiação, calendário e regulamento.  

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Botafogo, Vasco, Palmeiras, Corinthians, Santos e São Paulo não mandaram ninguém para o encontro e não declararam estar de acordo com as ideias. Pelo menos neste primeiro momento, os seis times estão fora do grupo, apesar de terem participado do lançamento da ideia e de terem feito reuniões para tratar a adesão.

Via assessoria de imprensa, só o Corinthians não se manifestou. Os outros cinco confirmaram que não mandariam representantes para a reunião.

"Foram lá Cruzeiro, Grêmio, Internacional e Flamengo. O Fluminense e o Atlético-MG iam, mas não puderam ir de última hora, mas manifestaram apoio. Eu virei vice-presidente depois de sugerirem meu nome e agora vou me inteirar de como vai funcionar o estatuto, de qual vai ser a minha função e quais são os próximos passos. Teremos uma reunião no dia 19 de agosto, em Buenos Aires, para mais novidades", explicou Romildo ao UOL Esporte.

A retirada dos paulistas é uma vitória política do presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos. Em conversa com o quarteto, o dirigente manifestou que tinha um cargo na Conmebol e que poderia interceder em nome deles nas próximas conversas.

Os presidentes de Palmeiras, Santos, São Paulo e Corinthians deram um voto de confiança ao cartola, mas já ouvem cobranças internas para que a renovação seja efetivada de fato. Atualmente, ainda há contratos em vigor que são investigados por corrupção.

Já a ausência de Botafogo e Vasco mantém a posição política da dupla, que é contra a Primeira Liga e a favor da FERJ (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) e CBF. 

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