'Vacilo' de Zé Roberto em clássico incomoda patrocinadora do Palmeiras

José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução/Premiere FC

    Zé Roberto colocou a camisa no ombro, em ação que gerou incômodo na Crefisa

    Zé Roberto colocou a camisa no ombro, em ação que gerou incômodo na Crefisa

Em tempos de paz, uma pequena ação - na verdade, a falta de uma - provocou uma nova turbulência na relação entre Palmeiras e a Crefisa. Segundo apuração do UOL Esporte com fontes ligadas à empresa, a entrevista concedida por Zé Roberto no intervalo do clássico contra o Santos, na terça-feira (12), gerou incômodo na diretoria da patrocinadora palmeirense. 

O motivo da nova reclamação é simples: o lateral esquerdo veterano não colocou a camisa ao deixar o gramado, apesar de recebê-la das mãos da assessoria de imprensa do clube instantes antes de falar com o Premiere FC.

Diante das câmeras de TV, o camisa 11 pendurou o uniforme no ombro, e a marca da Crefisa acabou ocultada durante um raro momento de divulgação explícita na transmissão oficial do PPV.

Embora o confronto tenha ocorrido há mais de uma semana, a indignação da empresa surgiu apenas nos últimos dias. A dona da empresa, Leila Pereira, viajou no início da última semana e teve conhecimento do 'vacilo' de Zé Roberto recentemente.

Leila ficou irritada, e a cúpula da Crefisa mais próxima ao Palmeiras recebeu a instrução de cobrar o clube pela ação do jogador de não colocar a camisa ao conceder a entrevista.

Zé Roberto e todos os atletas palmeirenses possuem em contrato a obrigação de seguir as 'normas de conduta da instituição'. Entre elas está a exigência da vestimenta oficial do clube em qualquer aparição na mídia, seja ela na saída do gramado ou em programas de televisão.

Além de possuir essa obrigatoriedade no contrato, os jogadores são avisados no início da temporada sobre as recomendações para este tipo de relação. Novamente, a questão do uniforme diante câmeras é reforçada.

Segundo apurou o UOL Esporte, internamente no clube, a atitude de Zé Roberto é classificada como um 'vacilo', uma reação instintiva.

De acordo com as regras da CBF, apenas um assessor de imprensa pode adentrar ao gramado - o profissional tem acesso somente à linha lateral, próximo ao local nos quais os repórteres de TV entrevistam os atletas. 

Turbulências antigas

Não é a primeira vez que Palmeiras e o grupo de Leila Pereira e José Roberto Lamacchia entram em conflito. Em março deste ano, a Crefisa deixou de pagar a cota mensal do acordo de patrocínio (R$ 5,2 milhões, na época), após o clube de Palestra Itália realizar uma campanha de marketing própria sem consultar a empresa.

O Palmeiras estampou na camisa uma promoção sobre o Avanti, programa de sócio-torcedor, no jogo contra a Ferroviária, pelo Campeonato Paulista. No entanto, a ação é proibida por contrato, já que a Crefisa comprou todos os espaços destinados a patrocínio no uniforme alviverde.

A partir de então, as duas partes se sentaram para promoverem alterações no contrato. Aditivos foram inseridos no papel, como a previsão de multa para o clube no caso de mudança no uniforme - o Palmeiras para evitar o prejuízo financeiro deve comunicar a patrocinadora com 48h de antecedência.

O imbróglio durou quase um mês. Somente no início de maio, a Crefisa pagou R$ 19,5 milhões (três meses de atrasados e R$ 1 milhão dos custos totais de Lucas Barrios - entre salário e transferência) ao clube e encerrou a confusão.

Antes de março, um novo projeto palmeirense irritou a patrocinadora. Em entrevista ao Lance!, publicada em novembro do ano passado, Leila Pereira ameaçou romper a parceria com o clube, que planejava o lançamento de uma camisa retrô com a estampa da Parmalat. A ação não foi para a frente, e os ânimos das duas partes esfriaram.

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