Seis pontos explicam demissão de Bento após 75 dias no Cruzeiro

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Pedro Vilela/Light Press/Cruzeiro

    Paulo Bento foi demitido do Cruzeiro nesta segunda-feira (25)

    Paulo Bento foi demitido do Cruzeiro nesta segunda-feira (25)

Paulo Bento não suportou a pressão no Cruzeiro e foi demitido na manhã desta segunda-feira (25). A saída do português ocorre 75 dias após o anúncio do acordo. Em pouco mais de dois meses, ele cometeu erros que foram capitais para a dispensa da Toca da Raposa II em tão pouco tempo.

O UOL Esporte preparou uma lista com os fatores que acarretaram no adeus do comandante lusitano à capital mineira:

Maus resultados

Clelio Tomaz/AGIF

O primeiro e mais evidente problema da "era Paulo Bento" no Cruzeiro foi a ausência de resultados. A equipe disputou 17 partidas sob o seu comando, obteve seis vitórias, três empates e oito derrotas. O aproveitamento do europeu no clube é de 41,1%. O fato faz com que o time ocupe a vice-lanterna do Campeonato Brasileiro, com apenas 15 pontos.

Manutenção de experientes no banco

Washington Alves/Light Press/Cruzeiro

Em momentos de crise, é normal que os técnicos escalem os jogadores mais experientes. Não foi o caso de Paulo Bento no Cruzeiro. Apesar da queda livre da equipe na tabela de classificação, o português optou pela permanência de jovens atletas entre os titulares. Léo, Bruno Rodrigo, Manoel e Ariel Cabral já amargaram a reserva para os garotos Bruno Viana, Fabrício, Bruno Ramires e Federico Gino. As escolhas foram muito contestadas.

Saída de Geraldo Delamore

Washington Alves/Light Press

Geraldo Delamore ficou no Cruzeiro entre de dezembro de 2015 e julho de 2016. Indicado por Mano Menezes, o ex-auxiliar da comissão técnica fixa deixou o clube alegando projetos pessoais. Contudo, o UOL Esporte apurou que o treinador português foi fundamental para a sua saída. Paulo Bento deixou o assistente de lado e deu carta branca para os outros membros de sua comissão técnica. Sem voz ativa, Delamore acabou deixando a Toca da Raposa II. A permanência do auxiliar seria fundamental para a transição entre os trabalhos de Deivid e Bento.

Dificuldade para vencer no Mineirão

Andre Yanckous/AGIF

O Cruzeiro disputou nove partidas sob a batuta de Paulo Bento no Gigante da Pampulha, oito pelo Campeonato Brasileiro e uma pela Copa do Brasil. A torcida, no entanto, só assistiu a dois triunfos nas cadeiras do estádio, sobre Palmeiras e Vitória. O time ainda sofreu três empates, contra Figueirense, América-MG e Vitória, e quatro derrotas, diante de São Paulo, Flamengo, Atlético-PR e Sport.

Aproveitamento nas finalizações

Pedro Vilela/Light Press/Cruzeiro

O Cruzeiro encontra dificuldades para fazer gols. Em 15 partidas sob a batuta de Paulo Bento no Campeonato Brasileiro, o time arriscou 228 finalizações e estufou as redes adversárias em 19 oportunidades. Os ex-comandados do português, portanto, precisavam de 12 chutes para marcar um gol, uma média muito elevada.

Para se ter ideia, o Palmeiras - melhor ataque do Brasileirão - marcou 31 vezes e contabiliza 206 finalizações. O aproveitamento da equipe comandada por Cuca é de um gol a cada 6,65 chutes na direção da meta adversária.

Insatisfação da torcida

Juliana Flister/Light Press/Cruzeiro

Paulo Bento já não contava mais com o apoio da torcida do Cruzeiro. Nos últimos jogos, houve inúmeras manifestações contra o técnico nas cadeiras do Mineirão. O caso mais evidente foi nesse domingo (24), na derrota para o Sport. Na ocasião, o público presente no Gigante da Pampulha questionou o trabalho feito pelo português e pediu a contratação de Mano Menezes, favorito para assumir o cargo.

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