O que Mano encontrará de diferente em seu retorno ao Cruzeiro

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Geraldo Bubniak/Light Press/Cruzeiro

    Apesar do cenário parecido, Mano encontrará um plantel mais qualificado em seu retorno

    Apesar do cenário parecido, Mano encontrará um plantel mais qualificado em seu retorno

Mano Menezes está muito próximo de voltar ao Cruzeiro. Após demitir o português Paulo Bento na última segunda-feira, o clube mineiro encaminhou o acerto com o velho conhecido e que curiosamente foi um dos últimos responsáveis por gerar grandes expectativas no torcedor celeste. Desde que Mano deixou o clube, em dezembro de 2015, o Cruzeiro não conseguiu se encontrar e passou sete meses sem convencer a torcida, impaciente com rendimentos para lá de irregulares. Mas apesar do pouco tempo desde a sua saída, o comandante ainda vai encontrar algumas coisas diferentes na Toca da Raposa. O cenário desesperador se assemelha ao do ano passado, mas as peças à disposição e a confiança no trabalho são bem diferentes.

Veja o que não mudou no Cruzeiro desde a saída de Mano e o que o treinador encontrará de novo em seu retorno ao clube mineiro:

Sua contratação é ainda mais emergencial que em 2015

Tanto em 2015, quanto em 2016, o cenário é parecido. Nas duas ocasiões, Mano Menezes não tinha a necessidade de montar um time para a temporada seguinte ou começar os trabalhos no começo do ano, mas, sim, para apagar o incêndio deixado pelo treinador antecessor (antes Vanderlei Luxemburgo e agora Paulo Bento). Contudo, no ano passado a diretoria recorreu ao técnico após o primeiro turno do Brasileirão, quando o time já sentia a degola mais de perto. Hoje, o turno nem acabou e o Cruzeiro já se encontra na desesperadora zona de rebaixamento.

De postulante ao cargo em 2015 à opção unânime em 2016

Depois de demitir Vanderlei Luxemburgo no ano passado, a diretoria do Cruzeiro também pensou em trazer Adilson Batista. Porém, o técnico era apoiado apenas por Bruno Vicintin, recém-promovido à função de vice-presidente de futebol, enquanto os demais membros da cúpula foram mais favoráveis à contratação de Mano. Hoje, a opção por Mano é unânime até antes de Paulo Bento deixar o cargo.

A ameaça de rebaixamento é ainda maior

Marcelo Oliveira e Vanderlei Luxemburgo deixaram o Cruzeiro com 25 pontos nos primeiros 66 disputados (37,8% de aproveitamento). Quando Mano assumiu, na 23ª rodada, o time estava a dois pontos do Avaí, primeiro colocado da degola. Desta vez, o comandante deve ter um pouco mais de trabalho, já que até agora o clube está na vice-lanterna e tem apenas 15 pontos (31,3% de aproveitamento) em 16 jogos realizados.

A qualidade do plantel é outra

Em seu primeiro jogo pelo Cruzeiro, Mano encontrou alguns remanescentes do bicampeonato brasileiro (como Fábio, Bruno Rodrigo e Henrique) em meio a outros jogadores modestos que ainda tentavam se firmar, como Pará, Allano, Marquinhos e Marinho. No ataque, Willian era a principal referência no setor ofensivo. Desta vez, vários nomes tarimbados deixam o time mais forte no papel. Porém, a maior diferença é que alguns deles estão "chegando" ao clube quase junto com o novo treinador. Ábila, Sóbis, Rafinha, Edimar, Ezequiel e Denílson são as novas caras do Cruzeiro, mas que foram anunciados apenas nas últimas duas semanas.

 

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