Gilvan reconhece que sequência de Bento levaria Cruzeiro à degola

Enrico Bruno e Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Pedro Vilela/Light Press/Cruzeiro

    Presidente do Cruzeiro admitiu risco iminente de rebaixamento com Paulo Bento

    Presidente do Cruzeiro admitiu risco iminente de rebaixamento com Paulo Bento

O presidente do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares, esteve presente nesta tarde de quarta-feira na Toca da Raposa para a apresentação de Mano Menezes como novo técnico do clube. Antes do comandante falar com os profissionais da imprensa, Gilvan comentou sobre alguns assuntos, dentre eles, a mais recente demissão de Paulo Bento. Em opinião parecida com a do diretor Thiago Scuro, o presidente agradeceu  aos serviços prestados pelo português, mas reconheceu a situação insustentável e a possibilidade iminente do clube terminar entre os rebaixados pela primeira vez na sua história.

"O risco era muito grande de um rebaixamento se não tomássemos a medida que tomamos na segunda-feira pela manhã. Na noite do domingo, nós nos reunimos e comunicamos ao Bento na segunda-feira pela manhã. Decidimos que não poderíamos demorar mais, porque o preço que pagaríamos por um rebaixamento seria muito caro. Para que a coisa desse certo, era preciso que tivéssemos a possibilidade de ter uma pessoa como o Mano para assumir o Cruzeiro", disse Gilvan.

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Além do bom relacionamento com Mano, o ótimo aproveitamento de mais de 60% na primeira passagem do treinador foi um dos fatores que mais convenceram a diretoria a buscar seu novo comandante. Vale lembrar que Mano tirou o clube da ameaça de rebaixamento em 2015 para colocá-lo entre os postulantes a uma vaga na Copa Libertadores, o que acabou não acontecendo no fim do campeonato. Em dezembro, o treinador aceitou uma proposta milionária do Shandong Luneng e se transferiu para o futebol chinês.

Neste retorno após sete meses, Mano encontrará algumas coisas diferentes na Toca. Apesar da situação novamente complicada na tabela, o treinador terá em mãos um plantel mais qualificado para tentar reagir no Brasileirão, além de contar com o apoio em massa da torcida, algo que não acontecia com seu antecessor. A partir de agora, esta será a aposta celeste para encerrar em alta o mandato de Gilvan, que termina em dezembro, e apagar de vez o primeiro semestre e principalmente as últimas semanas de derrotas, demissões, xingamentos e protestos que o clube passou.

"Alguns jogadores da era Mano do ano passado permaneceram e outros jogadores vieram. A gente imagina que terá um time tão competitivo quanto o que a gente sonha. A gente não pode esperar o pior para tomar providência, tem que ser ágil, rápido. A gente entende a torcida xingar e brigar, porque eles querem ver resultados. Infelizmente, os resultados não estavam chegando e esperamos tomar essas medidas. A gente espera que a torcida compareça ao estádio, encha o estádio. É o treinador do gosto da torcida. A gente confia muito no trabalho e competência do Mano", acrescentou Gilvan.

Veja outros assuntos comentados pelo presidente do Cruzeiro:

Empréstimo de Allano ao Bahia

Ele não conseguiria continuar jogando no Cruzeiro mesmo com a boa vontade do treinador. Ele era vaiado antes de começar a partida. Quando entrou, as vaias aumentaram. Mesmo assim, o Allano teve comportamento digno e não se intimidou. Só que nessa situação ele não conseguiria jogar no Cruzeiro. Por outro clube, ele poderá desenvolver melhor seu futebol.

Protestos da torcida

Prefiro que a torcida xingue o presidente em vez de xingar o atleta. O presidente faz falta no estafe, mas dentro de campo quem rende é o jogador. Eu também sou torcedor do Cruzeiro e estou contrariado pelos resultados que não estão vindo.

Saída de Mano no final de 2015

A saída anterior do Mano foi porque ele recebeu uma oferta. Eu disse a ele: "Mano, na sua situação, também iria para a China. Você não deve recusar". Não foi traumática a situação dele, foi tudo consensual. Nós sentimos muito com a saída do Mano. Ele quase nos colocou na Libertadores, mas acontece. É parecido com o que aconteceu nas saídas de Everton Ribeiro e Ricardo Goulart. No caso do Mano, foi isso. Você tem que enxergar o outro lado. Não houve nenhum trauma, tanto que, quando ligamos para ele, ele veio rapidamente. A situação foi resolvida imediatamente.

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