Agente de Riascos promete ação contra Cruzeiro na Justiça e na Fifa

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Cruzeiro/Divulgação

    Riascos realiza testes físicos antes de ser reintegrado ao elenco do Cruzeiro

    Riascos realiza testes físicos antes de ser reintegrado ao elenco do Cruzeiro

Riascos disse que foi à Colômbia com o intuito de se proteger. Durante a estada na terra natal, o italiano Mauro Bousquet se encarrega de resolver a situação do cliente. O empresário planeja entrar na Justiça contra o Cruzeiro alegando falta de segurança ao atleta para trabalhar em Belo Horizonte, descarta um retorno ao Brasil e revela os interessados em seu futebol.

Questionado sobre a vida do colombiano no país após o afastamento na Toca da Raposa II, o representante assegurou que levará a situação à Fifa, alegando a ausência de segurança dos familiares do jogador.

"Não é que queiramos (entrar na Justiça contra o Cruzeiro), nós devemos. Estamos falando de coisas fora do comum. Nada a ver com o futebol", afirmou ao UOL Esporte.

"A falta de segurança não estava no Rio (de Janeiro), estava em Belo Horizonte. Você não pode trabalhar em um lugar em que você vai ao trabalho e não tem certeza de que voltará para a sua família. É uma coisa que é difícil de viver. A Fifa vai tomar a decisão definitiva. Não sou o dono da verdade, mas também não quero ser cúmplice de um crime", acrescentou.

Bousquet cita as ameaças à família de Riascos e o caso de um suposto disparo de arma de fogo à residência do atleta na capital mineira. O empresário acredita que o jogador poderia resolver o mal-entendido e reintegrar o elenco.

"Para mim, se não tivesse acontecido essa questão da ameaça, do tiro, ele poderia pedir desculpas por uma declaração infeliz e se explicar, como já havia feito pelo comunicado de sua assessoria de imprensa. Ele não queria ofender ninguém e não estava totalmente direcionado à instituição do Cruzeiro, à torcida", disse.

Ação da diretoria e ofertas

O agente italiano se manifestou sobre a atitude da diretoria do Cruzeiro na condução do caso e revelou quais são os clubes interessados na contratação do centroavante colombiano:

"Depois somente de 15 dias, o presidente falou que ele não estava falando sobre o clube. Fica parecendo uma mentira. Porque para mim ele poderia falar 24 horas depois ou uma hora depois. Ele foi afastado e, depois, sofreu muita ameaça e teve a questão do tiro. Isso significa que ele não pode jogar no Brasil", declarou.

"Ele tem (proposta) do APOEK, um clube da Turquia, tem o Vasco da Gama, tem um clube de Portugal. Mas nesse momento, ele não quer saber nada, quer somente definir a situação com o Cruzeiro", concluiu.

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