Ex-jogador Zinho deixa prisão em processo por pensão alimentícia

Vanderlei Lima

Do UOL, em São Paulo

  • Rogério Assis/Folha Imagem

    Zinho defendeu a Portuguesa em 1996

    Zinho defendeu a Portuguesa em 1996

O ex-jogador Zinho, com passagens por Portuguesa, São Caetano e Sport (não confundir com o tetracampeão mundial Zinho, ex-Flamengo e Palmeiras) deixou a prisão após 30 dias detido. O ex-meia-direita responde a ação movida por sua ex-mulher, Fátima Ventura, em processo de pensão alimentícia. Os dois tiveram uma filha, atualmente com 17 anos.

Embora solto, Zinho continuará respondendo ao processo na Justiça. Ele esteve preso no município de Tangará (RN), a 82 quilômetros de Natal.

A prisão ocorreu porque Zinho não pagava a pensão estipulada pela Justiça, de dois salários mínimos (R$ 1.760), desde outubro de 2013. O valor acumulado supera R$ 52 mil.

Reprodução
Zinho (no centro, de camiseta branca) contesta ex-mulher e não paga pensão desde 2013

Ao UOL Esporte, Zinho alegou estar na miséria e diz ter negociado imóveis para bancar suposta doença da filha, conforme teria dito a ex-mulher.

"O dinheiro que eu já dei não seria o bastante para ela parar de me cobrar? O apartamento que ela mora em Santana vale R$ 800 mil. Quando eu saí de perto dela eu comprei um carro no nome do irmão dela. Esse carro eu paguei boa parte. Ele [irmão da ex-mulher] pagou poucas prestações e ficou tudo para ela. Eu não fiz questão de nada", disse.

Este é apenas o mais recente capítulo de verdadeira batalha financeira que Zinho trava com sua ex-mulher Fátima Cristine Ventura. O caso envolve empresas, imóveis, salários, processos na Justiça e acusações dos dois lados.

No processo, Fátima acusa o ex-jogador de abandonar financeiramente a filha e ainda lhe deixar com uma série de dívidas.

Na época de jogador, Zinho foi obrigado pelo clube a criar uma empresa, para receber como PJ (pessoa jurídica). A empresa foi criada em parceria com Fátima. Na sociedade, ela detinha 99% da empresa, e Zinho 1%.

O ex-jogador alega pouca instrução quando assinou. O advogado de Fátima, José Edílson Santos, informou que a sociedade foi firmada em comum acordo entre as partes envolvidas.

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