Após 'rompimento', Corinthians cede CT, atletas e muda horário por seleção

Danilo Lavieri e Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

  • Rodrigo Coca/Eleven/Estadão Conteúdo

    Roberto de Andrade mudou o tom ao falar sobre a presença da seleção no CT corintiano

    Roberto de Andrade mudou o tom ao falar sobre a presença da seleção no CT corintiano

O Corinthians fez críticas duras à CBF e disse que estava rompido após perder Tite, Edu Gaspar e outros membros da comissão técnica para a seleção brasileira. Nesta sexta-feira, entretanto, o clube fez um esforço considerável para atender os pedidos da entidade. 

Para que a seleção olímpica utilize o CT Joaquim Grava, o Corinthians antecipou o treino para o início da tarde. Além disso, três jogadores dos juvenis foram cedidos para o treinador Rogério Micale: o zagueiro Franklin, o meia Bilu e o atacante Vitinho - este, destaque da seleção brasileira sub-15 no ano passado. 

A utilização do centro de treinamento corintiano foi vital para a logística da CBF. O local está geograficamente próximo ao Aeroporto de Guarulhos, ao hotel usado pela seleção e à Arena Corinthians, onde Brasil x Colômbia jogam no sábado, às 22h (de Brasília). 

Ao contrário de todos os demais espaços usados pela seleção para atividades na Olimpíada, o CT Joaquim Grava não tem a credencial da Rio 2016. Assim, o Corinthians não era obrigado a ceder o local para a CBF, mas atendeu o pedido. Essa peculiaridade permite, inclusive, o treinador Rogério Micale utilizar mais atletas além dos 18 convocados, o que não foi possível desde o começo desse mês. 

Como está fora do que é chamado de 'protocolo da Olimpíada", o CT Joaquim Grava permite inclusive que a CBF exponha seus patrocinadores, o que é vetado no ambiente da Rio 2016. 

Presidente do Corinthians justifica a cessão à CBF

"Primeiro temos que separar as coisas. Minha crítica foi sobre aquele episódio (saída do Tite) . Sempre abrimos as portas para a seleção treinar aqui", resumiu o mandatário corintiano, que procurou valorizar o CT Joaquim Grava na continuidade da resposta. 

"Pelo que me consta, em São Paulo sempre somos escolhidos pelas condições que temos. É um motivo de orgulho podemos cooperar para a seleção ir em busca desse ouro", acrescentou o dirigente.

Ao perder Tite para a seleção, Roberto de Andrade chegou a fazer um desabafo. "Estou p…, para ser bem exato, pela maneira como vieram tirar o Tite daqui", reclamou Roberto, irritado com o modus operandi da CBF. "Não recebi um telefonema do presidente da CBF (Marco Polo Del Nero). Esse é o respeito que a CBF tem pelos clubes. O Corinthians merecia um pouco mais de respeito. O Tite merece a Seleção Brasileira, por tudo o que é. Mas a Seleção não merece uma pessoa como o Tite. Eles não estão acostumados com alguém com ética. Agiram de maneira sorrateira", criticou na época. 

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