Conmebol era feudo pessoal onde o objetivo era dinheiro, diz presidente

Da Reuters

  • Conmebol

O presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), Alejandro Domínguez, disse nesta quarta-feira que quando assumiu o cargo em janeiro se deparou com um feudo pessoal que fez mal ao esporte e cujo objetivo era o dinheiro.

"Mais do que uma instituição, o que encontramos foi um feudo pessoal, que não mostrava contas a ninguém e se dedicava a extrair valor, em vez de gerar valor", afirmou Domínguez, que assumiu o cargo em janeiro deste ano para suceder o compatriota Juan Angel Napout, que está preso. A entidade também foi governada pelo paraguaio Nicolás Leoz (pode ser deportado para os EUA) de 1989 a 2013.

O dirigente, que disse ter a intenção de fundar uma nova Conmebol, explicou que na sede do futebol sul-americano não há documentos anteriores a 2013 e que a instituição tinha imunidade diplomática.

"Em termos administrativos, não havia instrumentos de fiscalização adequados, pois não se fazia uma contabilidade padrão ou um orçamento", disse ele.

"Não encontramos balanços, não havia relatórios contábeis, todos os valores que encontrávamos eram questionáveis ou estavam incompletos. Era uma instituição que até este ano nunca tinha tido um orçamento", afirmou.

Domínguez explicou que o objetivo de sua administração é gerar mais recursos para o futebol sul-americano e reinvestir uma porcentagem maior no seu desenvolvimento.

"No passado, o fim era o dinheiro e futebol era o meio. Mas na nova Conmebol temos claro que nosso propósito como instituição é desenvolver o futebol sul-americano e que o dinheiro é um meio, por isso, em 2016 reinvestiremos 91 por cento da receita gerada no esporte", disse ele.

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