De sensação no Paulista a 'mais um' na Série B: o que acontece com o Audax

Diego Salgado e Vanderlei Lima

Do UOL, em São Paulo

  • Divulgação

    Fernando Diniz levou o Osasco Audax à final do Campeonato Paulista 2016

    Fernando Diniz levou o Osasco Audax à final do Campeonato Paulista 2016

Novos objetivos e realidade completamente distinta. É nesse cenário que Fernando Diniz põe à prova o talento reconhecido durante o Campeonato Paulista de 2016, quando levou o Osasco Audax à decisão do torneio.

Parece pouco tempo, mas as mudanças nesse período foram bruscas. Como comandante do Oeste, clube que acertou uma parceria com o Audax, Diniz viu o time desmanchar e encarar dificuldades na disputa do Brasileiro da Série B. Se no Paulista se destacou, agora o time é "mais um" na segunda divisão: ocupa apenas a 14ª colocação e flerta com a zona de rebaixamento.

Em entrevista ao UOL Esporte, o técnico explica por que ainda não conseguiu obter resultados parecidos com o Oeste. Ressaltou, por exemplo, que teve tempo para trabalhar no Audax e, a partir, disso montar o time do Paulistão - somente três titulares permanecem sob seu comando: André Castro, Bruno Silva e Velicka.

"No Oeste aconteceu totalmente ao contrário. Peguei o time já com o campeonato em andamento na segunda rodada. Perdi oito titulares que saíram depois do Paulistão. Eu não conhecia muita gente, tinha muitos jogadores que não tinham a característica do time. A gente foi montando e até hoje ainda está pegando jogadores do mercado", disse o treinador.
 
Diniz, porém, mostra-se despreocupado com a posição intermediária no campeonato. De acordo com ele, o pensamento é o mesmo do implantado no Audax, que eliminou São Paulo, Corinthians e deu trabalho ao Santos em plena Vila Belmiro na decisão.
 
"A gente tem espaço e tempo para procurar crescer no campeonato. A gente tem de acreditar sempre no melhor. Eu nunca fiz projeção nem no Paulista e nem agora. A minha projeção sempre é o próximo treino e o próximo jogo. Procurar fazer o melhor, jogar jogo a jogo e procurar sempre o melhor", explicou.


Os adversários são mais fortes?

O treinador do Oeste ainda comparou os adversários que encontrou no Estadual paulista e no nacional da segunda divisão. E, segundo ele, as dificuldades foram maiores no Paulistão, principalmente contra Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo, além da Ponte Preta, todos da Série A do Brasileiro.
 
"Os campeonatos, em termos de dificuldade, são parecidos. Há times muito fortes. A principal diferença é que no Campeonato Paulista havia quatro equipes grandes e mais um time de série A (Ponte Preta). Na Série B tem Bahia, Ceará, Náutico e Vasco, que não estão com os elencos tão fortes quanto os grandes do Paulistão", ressaltou.


Clube está longe dos torcedores

O Oeste, que deveria atuar em Itápolis, manda suas partidas na Arena Barueri (em três oportunidades, o time recebeu seus adversários em Osasco, local onde o Audax brilhou no estadual). Para Diniz, esse é o principal empecilho para a equipe ser regular.
 
"A gente está jogando na verdade em Barueri e às vezes em Osasco. Isso é uma coisa um pouco confusa, porque o time estava em Itápolis, o time leva o nome de Itápolis. Não é uma coisa que dá harmonia. A gente está procurando dar uma identidade. O Audax era Audax Osasco e jogávamos lá", disse Diniz.
 
Mesmo com dificuldades, Diniz faz questão de manter o estilo de trabalho, com posse de bola, compactação, aproximação e triangulações, sem os chutões para o campo de ataque. Para ele, esse estilo de jogo precisa ser difundido no Brasil.
 
"A parte tática, principalmente na Europa, cresceu muito e o jogo coletivo acabou tomando uma proporção muito grande. Talvez nisso o futebol brasileiro perdeu um pouco o passo. A gente tem de recuperar e descobrir uma forma de jogar dentro dessas características. Eu acredito que há muito jogador talentoso aqui", disse o treinador.
 
O Oeste volta a jogar no sábado (27), às 16h, como mandante, na Arena Barueri. Enfrenta o Paysandu, 10º colocado com 28 pontos, dois a mais do que o ex-Audax.

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