Após invasão, organizada do SP diz que treino estava liberado para torcida

Do UOL, em São Paulo

  • Vinicius Laureano/arquivo pessoal

Uma das torcidas organizadas que invadiu o Centro de Treinamentos do São Paulo, no último sábado (27), publicou em sua página em uma rede social a sua versão do ocorrido.

De acordo com a postagem, o treino do São Paulo era aberto aos torcedores, permitindo que os interessados acompanhassem o trabalho comandado por Ricardo Gomes. Ainda de acordo com a torcida organizada "Independente", não houve resistência em tentativa de barrar o acesso dos torcedores ao local.

"Chegamos no CCT concentrados, encontramos o público que já estava no portão, Dragões da Real, torcedores comuns e sócios torcedores, que iriam ver o treino na data de hoje. Pra quem não sabe, nem nós sabíamos, torcedores tinham acesso ao treino. A pressão foi imediata, mas o acesso foi sem confronto. Não tivemos resistência em nossa entrada. (Nos) Deparamos com seguranças do São Paulo e policiais militares na entrada do portão", declara o comunicado.

Ainda de acordo com o comunicado, o protesto já era de conhecimento da diretoria do São Paulo e a intenção era fazer um protesto pacífico. Segundo a organizada, o sistema de monitoramento do clube deverá ser utilizado para identificar infratores e agressores que aproveitaram o tumulto.

Por fim, a organizada pede a saída de Ataíde Gil Guerreiro, ex-vice-presidente de futebol, e Gustavo Vieira de Oliveira, diretor de futebol do clube e um dos mais criticados pela montagem e negociação de atletas do elenco.

Confira abaixo o comunicado na íntegra:

"A Torcida Independente informa os fatos ocorridos, no sábado de treino do São Paulo FC, com a verdade:

- O protesto já era de conhecimento da diretoria do SPFC, tivemos personalidades da mídia, blogueiros conhecidos nas redes sociais, todos divulgando;

- Chegamos no CCT concentrados, encontramos o público que já estava no portão, Dragões da Real, torcedores comuns e sócios torcedores, que iriam ver o treino na data de hoje. Pra quem não sabe, nem nós sabíamos, torcedores tinham acesso ao treino. A pressão foi imediata, mas o acesso foi sem confronto;

- Não tivemos resistência em nossa entrada. Deparemos com seguranças do São Paulo e policiais militares, na entrada do portão;

- Seguimos até o campo. Soubemos de relatos de agressão e furto, mas cobramos junto das autoridades, as providências. Monitoramento existe, peguem os culpados. A Torcida Independente foi protestar, somente isso;

- Conversamos com jogadores do time (nossas lideranças) e exigimos empenho, raça, compromisso e muito respeito com a camisa tricolor;

- Saímos, assim como entramos, sem nenhum problema com a Polícia Militar ou com seguranças do clube. Concentração final ocorreu do lado de fora, onde distribuímos manifesto, ficamos com nossas faixas e bandeiras;

- O apoio ao time nos 90 minutos segue. O protesto contra a diretoria também.

- Acorda Leco, fora Ataíde, fora Gustavo!

A DIRETORIA"

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