Empresário de Wesley vai procurar o São Paulo após agressão de torcedores

Diego Salgado e Vanderlei Lima

Do UOL, em São Paulo

Wesley viveu momentos de apreensão no último sábado durante a invasão dos torcedores organizados ao Centro de Treinamento do São Paulo - o meia, ao lado de Michel Bastos e Carlinhos, foi agredido. Após o fato, o empresário do atleta, Hugo Garcia, disse que vai procurar a diretoria do São Paulo para conversar sobre o assunto.

"Eu não tive nem chance ainda de sentar com o Wesley pessoalmente. Eu só falei com ele por telefone, no sábado, depois do acontecido. Ele me falou que estava bem,. Ninguém fica feliz com aquilo. O São Paulo não está feliz com o que aconteceu. A coisa será resolvida internamente", disse o agente em entrevista ao UOL Esporte.
 
Garcia não acredita, porém, que Wesley é um alvo permanente dos torcedores que foram ao CT. "O que aconteceu não era uma coisa pontual com ninguém ali, até porque nos últimos jogos o Wesley não vem jogando", afirmou.
 
O empresário disse ainda que é difícil prever como os jogadores do São Paulo vão reagir à invasão. Neste domingo, após o empate sem gols com o Coritiba no Morumbi, nenhum dos três agredidos falou sobre o assunto - apenas Michel Bastos entrou em campo, com Wesley e Carlinhos no banco de reservas. 
 
"Eu acompanho futebol há muitos anos e nunca tinha visto algo parecido no São Paulo. Já aconteceu isso no Palmeiras, no Corinthians há alguns anos, aconteceu isso com um jogador nosso, o Paulo André, no Corinthians uma vez também, mas cada jogador é de um jeito e cada clube reage de um jeito", frisou o agente, que trata a situação com mais abrangência.
 
"Não adianta a gente, pontualmente, falar se o Wesley vai sair ou não do São Paulo. Ou se o Michel vai sair e o Carlinhos (ambos têm outro agente), que apanhou também. Nesse caso, nesse episódio, tem uma situação muito maior do que a relação da torcida com o clube."
 
Garcia, entretanto, acredita que o São Paulo pode identificar as pessoas envolvidas na ação. "Aqui no Brasil a gente, em vez de ir ao estádio e se preocupar em ver jogo, tem também de se preocupar se vai tomar uma porrada. Quem promove este tipo de coisas são pessoas que estavam lá dentro. Se quiserem saber, sabem, tem câmera no CT, tem imagens", disse.
 
Wesley, que chegou ao São Paulo na temporada passada, tem contrato com o São Paulo até metade de 2019. "O jogador de futebol vive no céu e no inferno na mesma semana. O Wesley tem contrato, estava no banco no jogo contra o Coritiba. Se ele tivesse alguma coisa drástica, ele não teria ido para o banco", afirmou.
 

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