Tite aposta em 'treinos' via WhatsApp e telefone em início na seleção

Pedro Ivo Almeida

Do UOL, em Quito (Equador)

  • Pedro Martins/Mowa Press

    Tite gesticula durante treino da seleção. Orientação não ocorreu apenas no campo

    Tite gesticula durante treino da seleção. Orientação não ocorreu apenas no campo

Mesmo com mais de dois meses de trabalho na CBF, Tite não tem muito tempo para preparar seu novo time visando a estreia à frente da seleção brasileira. Mais precisamente falando, serão apenas seis horas no campo com os jogadores antes do aguardado duelo contra o Equador, na quinta-feira (1), pela sequência das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. E para minimizar o prejuízo, o novo comandante e sua comissão apostaram na tecnologia dos smartphones fora das quatro linhas.

São os modernos celulares que facilitam o início de trabalho de Tite. Antes mesmo de juntar o grupo em Quito, Tite e seus auxiliares fizeram questão de entrar em contato com todos os convocados através de ligações e mensagens no aplicativo WhatsApp. A ideia era passar para cada um deles qual seria a proposta deste começo de jornada e explicar a função que cada atleta poderia desenvolver em campo. O uso deste tipo de tecnologia já era utilizado pelo treinador em seus tempos de Corinthians.

"Esses vídeos foram fundamentais. São vídeos que ele nos mandou para explicar como seria o trabalho, mostrar como funciona. Você chega para o treino e entende mais o que ele está pedindo", explicou o meio-campista Casemiro, procurado pela comissão técnica quando ainda estava na Espanha, defendendo o Real Madrid.

"Precisávamos encher a cabeça com as ideias dele, absorver o quanto antes. Ele já adiantou antes de chegarmos o que queria coletivamente. Facilita a proximidade", completou o lateral Daniel Alves.

Tite não esteve sozinho nessa função. Os auxiliares Cleber Xavier, Mateus Bachi e Maurício Dulac também repassavam mensagens e imagens de posicionamento de equipes do treinador em campo, tirando dúvidas quando surgiam.

No hotel que serve de concentração para a seleção em Quito, membros do estafe da CBF também informaram que é comum ver Tite debatendo posicionamento e propostas de jogo com seus comandados durante refeições e tempos livres. Muitas vezes, inclusive, o técnico é procurado pelos jogadores para a conversa.

Longe dos celulares e das conversas no hotel, a seleção já realizou dois treinos no estádio Casablanca, casa da LDU. No primeiro deles, na segunda (29), treinamento exaustivo contra bolas paradas – o temor da comissão técnica na altitude da capital equatoriana. Na terça (30), uma atividade tática fechada à imprensa. Nesta quarta, já no Estádio Olímpico Atahualpa, palco do jogo de quinta, mais um trabalho para colocar em prática os treinos via WhatsApp.

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