Tite descarta rótulo de salvador e vê expectativa exagerada por estreia

Pedro Ivo Almeida

Do UOL, em Quito (Equador)

  • Pedro Ivo Almeida/UOL

    Tite concede entrevista coletiva em Quito, na véspera de sua estreia oficial como técnico da seleção

    Tite concede entrevista coletiva em Quito, na véspera de sua estreia oficial como técnico da seleção

O técnico Tite rejeitou o rótulo de salvador da seleção brasileira em entrevista coletiva nesta quarta-feira (31), às vésperas da partida contra o Equador, em Quito, pelas Eliminatórias da Copa.

"Sou um cara com muitos defeitos, mas que não tem vergonha nenhuma de assumir e tentar corrigir. Não sou candidato a nada", disse quando teve sua unanimidade comparada a de um candidato ideal à presidência do país.

"São muitos defeitos, vocês talvez não imaginem. Nem me peçam para falar agora porque tomarei tempo", acrescentou.

Em seguida, questionado sobre e enorme expectativa em torno de seu início de trabalho, admitiu que vê algo exagerado neste ponto. "Sim [se criou uma expectativa exagerada]. Por um lado, é bom. Tem carinho, as pessoas acreditam, chegou alguém que não caiu ali à toa, que ralou muito, que perdeu também. Tomara que eu tenha luz, mas sinto que é uma expectativa acima".

Abraço de Galvão: "vai dar certo"

E a expectativa estava por todos os lados. Finalizada a entrevista coletiva, Tite percebeu ainda mais o clima de euforia por um novo momento de uma seleção questionada e de ambiente conturbado recentemente.

Porta-voz da indignação de parte de crítica e torcida, o narrador da TV Globo Galvão Bueno deu um forte abraço no técnico. "Vai com tudo, sorte. Vai dar certo", desejou. Na sequência, os comentaristas Casagrande e Paulo César Vasconcelos fizeram o mesmo.

Parecia uma corrente antes de o time entrar em campo. O ambiente surpreendia até mesmo os funcionários da CBF. "Rezem por mim", pedia Tite aos mais próximos.

Passados os comentários sobre o lado emocional, Tite comentou suas opções táticas e explicou como pretende ver sua nova equipe jogando.

"As peças funcionarão como em seus clubes. Gabriel Jesus é o goleador do Campeonato Brasileiro atuando como um jogador terminal, lá na frente. Cada um dos outros jogadores atuando onde se joga, seja Marcelo, Miranda, Casemiro, Paulinho, Renato. Essa foi a minha ideia. E ter sempre seis jogadores numa ação ofensiva. Palmeiras líder do campeonato ataca com seis jogadores, o Atlético-MG ataca com seis também. Temos ainda o Real Madrid neste modelo, o Liverpool, o Barcelona", disse o treinador.

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber notícias de esporte de graça pelo Facebook Messenger?
Clique aqui e siga as instruções.

UOL Cursos Online

Todos os cursos