Golpista dizia ser Neymar para obter vídeos íntimos de jovens e ameaçá-las

Vinícius Segalla

Do UOL, em São Paulo

  • AP Photo/Luca Bruno

    Nome e imagem do jogador do Barcelona eram utilizadas para ludibriar vítimas do golpe

    Nome e imagem do jogador do Barcelona eram utilizadas para ludibriar vítimas do golpe

Foi preso nesta semana, em Minas Gerais, Isaías Rodrigues Barbosa, de 30 anos, pelo crime de extorsão. Isaías exigia das vítimas o pagamento de quantias em dinheiro para não divulgar na internet seus vídeos íntimos, que ele obtinha se fazendo passar por pessoas famosas, entre elas o jogador Neymar.

Vítimas do golpista testemunharam que eram induzidas por ele a trocar mensagens pela internet com uma pessoa (que seria o próprio estelionatário) que se passava pelo atleta do Barcelona, e pedia que enviassem vídeos sem roupa e em poses sensuais.

De acordo com as investigações conduzidas pela delegada de polícia Daniela Terra, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), do Rio de Janeiro, Isaías e um outro indivíduo, também identificado e com a prisão decretada, utilizavam o ardil de se comunicar com as vítimas, através da internet, se passando por alguma celebridade.

Após envolverem afetivamente as vítimas, os criminosos enviavam vídeos íntimos de uma determinada celebridade, cuja identidade eles haviam assumido, e pedia que elas também fizessem o mesmo. Neymar era apenas uma das celebridades utilizadas no golpe. Os vídeos enviados eram dos próprios golpistas, tentando se passar, com jogo de sombras e disfarces, pela pessoa de quem assumiam a personalidade, ou ainda vídeos reais de algumas celebridades (entre as quais não está o jogador Neymar) que eles obtinham através de vazamento de imagens privadas feitas pelos famosos.

Quando a vítima enviava seus vídeos íntimos, os criminosos se revelavam, dizendo que não se tratavam daquela celebridade e exigiam que fossem feitos depósitos, em conta bancária indicada, para que eles não divulgassem os vídeos em mídias sociais e sites pornográficos.

Daniela Terra informou que a quantia exigida pelos criminosos variava conforme o poder aquisitivo de cada vítima. Acrescentou que, desde que assumiu a titularidade da DRCI, já foram identificados outros cinco criminosos que agiam da mesma forma, ludibriando as vítimas, se passando por uma celebridade, para que as vítimas lhe enviassem vídeos íntimos.

A Delegada ainda destaca a importância do registro de ocorrência e pede a eventuais vítimas que procurem a DRCI ou façam o registro através da Delegacia on line pelo link https://dedic.pcivil.rj.gov.br/. 

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