Entenda como janela fechada não impede venda de 'olímpicos' do Grêmio

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

  • Lucas Uebel/Divulgação Grêmio

A janela de transferências internacionais se fechou na última quarta-feira. Mas o fim das transações para os grandes centros da Europa não impedirá as vendas do atacante Luan ou do volante Walace, do Grêmio. Como liberaria ambos apenas no fim do ano, o Tricolor não depende da janela para definir negócios. Até porque eles só seriam registrados no próximo período de trocas internacionais.

Luan e Walace não deixariam o Tricolor agora. Desta forma, os negócios eventualmente efetivados podem acontecer naturalmente. O Grêmio vende, firma contrato e entrega os jogadores apenas no próximo período de transações. Sendo assim, eles são inscritos quando a janela já estiver aberta novamente, em janeiro.

Tais negociações podem ser feitas através de contratos prevendo um 'seguro' ao clube comprador caso ocorra alguma lesão grave ou impeditivo no momento da saída. Resta a chegada de propostas oficiais.

Luan, até então, não recebeu qualquer proposta. Não há novos interessados até o momento. Na quarta-feira, o Liverpool informou que as especulações sobre proposta pelo jogador são 'invenção' da estafe dele. E ainda não há a garantia que Luan consiga a condição de 'contratável' sob regimento de Premier League. Seria necessário um número elevado de convocações para a seleção ou a apelação do clube que deseje o atacante no Tribunal da Federação. Até agora ele jamais foi chamado para o time principal do Brasil.

O Barcelona, por sua vez, desistiu da contratação de Luan ao gastar os mesmos 30 milhões de euros (aproximadamente R$ 109 milhões) que investiria no brasileiro em Paco Alcácer, ex-Valencia.

Enquanto isso, o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Júnior, baseou-se nas vendas de Gabigol para a Inter de Milão e Gabriel Jesus para o Manchester City para elevar o preço do gremista. Agora ele quer mais de 33 milhões de euros (R$ 118,8 milhões) na negociação. O Grêmio tem direito a 70%.

Já Walace também foi valorizado pela direção gremista. O clube rejeitou uma oferta do Espanyol, de Barcelona, de 8 milhões de euros (R$ 28,8 milhões) pelo jogador por considerar que ele vale mais. Chegou a determinar preço em 12 milhões de euros (R$ 43,2 milhões), mas depois do rendimento dele nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, resolveu crescer também a pedida.

"Não tenho condições de fixar um valor para ele. Amadureceu demais depois da seleção. Como joga numa posição um pouco mais avançada, fazendo coberturas, chegando com qualidade ao gol, é um jogador extremamente raro. Tem muita qualificação técnica e chuta de fora da área. Além de ter muita força. Onde você irá encontrar isso? Agora ele é um jogador inestimável. Se levar em conta a proposta que recebemos, hoje ele está em um patamar muito superior a que qualquer um possa imaginar para um volante", disse o presidente Romildo Bolzan Júnior à Rádio Guaíba.

Do montante de uma eventual venda de Walace, o Grêmio teria direito a 60%. Nenhuma nova oferta por ele foi feita até o momento.

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