Seis no ataque, 'jogo apoiado' e 100% em 4 jogos: o que Tite quer do Brasil

Pedro Ivo Almeida

Do UOL, em Quito (Equador)

Veja os gols da vitória do Brasil sobre o Equador

Foram apenas quatro dias reunido com o time, três períodos de treino e mensagens através do celular. Mas Tite já mostrou o que pretende da nova seleção brasileira em campo. A vitória por 3 a 0 sobre o Equador, na última quinta (1), em Quito, explicitou alguns conceitos repetidos à exaustão pelo treinador em conversas com jogadores e com aqueles que acompanham a equipe nas Eliminatórias.

Em seu discurso, em uma entrevista coletiva, no treino ou em um papo informal no saguão do hotel, Tite ratificava: "quero o time atacando sempre com seis jogadores e explorando o jogo apoiado". Os termos, utilizados quase como mantra, foram adotados até mesmo pelo narrador da TV Globo Galvão Bueno, durante a transmissão para o Brasil.

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"A Alemanha joga assim, o Barcelona também, o Liverpool, o Real Madrid, e as características do futebol brasileiro permitem isso. Será assim. O mais importante é ter tempo para que isso se implemente bem. Fico feliz que rolou uma química rápida para este primeiro jogo. A ideia básica são esses seis no ataque, o jogo apoiado e as inúmeras triangulações", repetiu o treinador.

Fora do discurso oficial, há uma outra ideia que também passou a dominar o trabalho da comissão técnica após a boa vitória sobre o Equador: conquistar 100% dos pontos disputados nos primeiros quatro jogos da era Tite.

Inicialmente, a conta apontava somar dez dos 12 pontos em disputa no período. Mas a boa estreia subiu a meta. A nova seleção espera vencer Colômbia, na próxima terça, em Manaus, Bolívia e Venezuela, ambos em setembro, para chegar nas últimas rodadas das Eliminatórias neste ano – Peru e Argentina – em situação mais tranquila.

"Nosso objetivo é sempre ganhar. Somar esses pontos vai ser muito importante para melhorar nossa situação na busca pela vaga na Copa do Mundo", comentou o zagueiro Marquinhos.

Por ora, no entanto, Tite falar abertamente sobre tais números. E admite: só quer saber de festa até chegar em Manaus, palco do próximo jogo. "A minha esposa me pediu muito isso: comemore, fique feliz. Não vou falar sobre outra coisa agora. Ali na frente eu falo sobre isso. O momento é de ficar feliz pelo desempenho, pela adversidade, pelo nível físico que o jogo teve. Não estou absolutamente eufórico, mantemos os pés no chão. Mas eu quero curtir este momento com os atletas".

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