Novas imagens mostram briga que gerou suspensão da Torcida Geral do Grêmio

Vinícius Segalla

Do UOL, em São Paulo

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O UOL Esporte teve acesso a novas imagens (veja acima) que levaram o Juizado do Torcedor e Grandes Eventos do Rio Grande do Sul a proibir o funcionamento da torcida organizada Geral do Grêmio por mais 180 dias, contados a partir do dia 31 do mês passado. Por se envolver em episódios de violência anteriormente, a maior organizada do Grêmio já cumpria uma outra suspensão de 180 dias dos estádios brasileiros.

 A decisão judicial tem justificativa no tumulto ocorrido no domingo passado (28) na Arena, durante a partida entra Grêmio e Atlético/MG, em que uma briga entre seis ou sete torcedores acabou mobilizando dezenas de pessoas em poucos minutos. Conforme o UOL Esporte mostrou na última quinta-feira (1), uma torcedora chegou a ser chutada no chão. De acordo com a Justiça gaúcha, o marido da torcedora, que é um dos líderes da Geral do Grêmio, convocou seus colegas de torcida para o revide após o episódio.

Quatro torcedores foram responsabilizados e punidos já no domingo, com a proibição de frequentarem estádios por três meses. Durante o período da suspensão, caberá ao Grêmio manter armazenados e lacrados todo o material utilizado pela Geral e que a identifique. A banda que atua nos jogos, administrada pelo clube, poderá atuar normalmente.

"Os atos de violência estão provados por vídeo", disse o Juiz Marco Aurélio Martins Xavier, "sendo perfeitamente clara a manifestação orquestrada por um dos líderes da torcida Geral, Rodrigo Rysdyk (marido da torcedora agredida no chão), que teve envolvimento no início dos fatos e foi visto mobilizando um grupo significativo de torcedores ligados à torcida Geral, para praticar novos atos de violência".

O magistrado lembrou o histórico de violência da torcida, e destacou o fato de que a confusão tenha ocorrido poucos dias após assinatura de pacto de pacificação entre a Geral e mais duas uniformizadas gremistas, que vem lutando para ocupar o mesmo espaço dentro da Arena Grêmio. 

O juiz advertiu ainda que sanções mais pesadas não serão aplicadas ao grupo em virtude da perspectiva de melhorias nos espaços das organizadas na Arena, promovidas pelo clube a partir de acordo de ajustamento de conduta firmado com o Ministério Público.

Os vídeos mencionados pelo magistrado integram o processo, e foram feitos com as câmeras de monitoramento do estádio. A ação começa na rampa de acesso às arquibancadas na ala Norte, em que um grupo de torcedores vai ao encontro de outro, em que está Rysdyk. São oito ou nove pessoas de cada lado. Eram cerca de 25min do 1º tempo do jogo.

Abraços e cumprimentos são trocados, mas logo a cordialidade é substituída pelo que parece ser uma discussão entre o líder da Geral e um dos integrantes do outro grupo. A agressão inicial de Rysdyk, um chute, é seguida de revide por integrantes do grupo rival.

Na sequência de outros vídeos, é possível ver o que o juiz qualificou de manifestação orquestrada, em que outros integrantes da Geral são mobilizados. Eles voltam a brigar com o grupo da ação inicial. Segundo o integrante que participou da audiência da manhã, esse grupo não forma uma torcida organizada. A movimentação segue por cerca de trinta minutos, até a intervenção da segurança privada do clube, depois reforçada pela Brigada Militar.

A Geral já cumpria suspensão de 180 dias - impedimento de utilizar faixas, bandeiras, instrumentos e uniformes que a identifiquem - desde o final de maio, por conta de tumulto com integrantes da Super Raça no dia 22 de maio, quando o clube gaúcho enfrentou o Flamengo.

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