Neymar reencontra paz após ano marcado por jejum e até briga com Galvão

Pedro Ivo Almeida

Do UOL, em Manaus (AM)

  • AFP PHOTO / RODRIGO BUENDIA

Maior craque de sua geração, Neymar viveu momentos complicados pela seleção brasileira no último ano. Suspensões, discussões em campo, eliminações, vaias de torcida e até desentendimento com a imprensa – especialmente o narrador Galvão Bueno – tumultuaram a trajetória recente. O momento negativo, porém, parece ter ficado no passado e o camisa 10 vai reencontrando sua paz.

Dentro de campo, as coisas voltaram a dar certo para Neymar. O gol contra o Equador, na última quinta (01), encerrou um jejum de um ano sem marcar pela seleção principal. Semanas antes, o atacante foi decisivo na inédita conquista da medalha de ouro pelo time olímpico.

O momento fora das quatro linhas também mudou. A discussão com torcedores na final dos Jogos Olímpicos do Rio-2016 deu lugar ao contato harmonioso com os fãs em Manaus – palco do próximo jogo, contra a Colômbia, na terça (6). O camisa 10 foi bastante assediado e teve o nome gritado da chegada ao aeroporto até o treino aberto na Arena Amazônia.

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Neymar vem adotando silêncio diante dos microfones, em estratégia para evitar novos desgastes. Na última entrevista, após a conquista da medalha de ouro, um desabafo direto aos críticos. "Vocês vão ter que me engolir", disparou o atacante, em uma resposta direta a Galvão Bueno, que criticou o silêncio de Neymar após o início ruim nos Jogos Olímpicos.

O desabafo público foi o último momento tenso de um ano delicado para Neymar na seleção. Agora, o jogador tenta confirmar a retomada do bom momento e se concentrar apenas dentro de campo. Dentro do grupo, o ambiente é bom para o camisa 10, como pode ser visto em um vídeo publicado pelo craque nas redes sociais no último sábado, onde jogadores aparecem dançando.

"O Neymar é uma liderança técnica, um cara que fala bem com o grupo", disse o técnico Tite. "É um líder para nós", endossou o zagueiro Miranda.
"Neymar é um líder que temos aqui", repetiu o meia Renato Augusto. "Ele tem que jogar como jogou contra o Equador. Respeitando os jogadores, mas indo para dentro, driblando, buscando o gol, dando passe. É isso que esperamos dele, manter o que vem fazendo", completou.

Este novo momento de Neymar pela seleção brasileira será colocado à prova diante de um dos rivais que mais tem incomodado o jogador. Foi diante da Colômbia que o atacante sofreu uma grave fratura nas costas, na Copa do Mundo de 2014, e se envolveu em uma confusão na Copa América de 2015, que culminou com sua suspensão do torneio e deu início ao seu ano tumultuado com a camisa verde-amarela.

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