Tite e Jesus garantem sossego a Neymar, que supera tabu de quase 2 anos

Pedro Ivo Almeida

Do UOL, em Manaus (AM)

  • Pedro Martins/Mowa Press

    Tite (d) dividiu a responsabilidade e conseguiu dar tranquilidade para Neymar na seleção

    Tite (d) dividiu a responsabilidade e conseguiu dar tranquilidade para Neymar na seleção

Desde que assumiu a seleção, Tite não escondeu a preocupação com a responsabilidade excessiva colocada sobre Neymar. As semanas passaram e a sequência de polêmicas envolvendo o craque nos Jogos Olímpicos redobraram a atenção. Neste início de nova fase na seleção brasileira, a ideia era uma só: blindar o camisa 10 e dividir o peso sobre todos, dentro e fora de campo. E o treinador conseguiu, especialmente com a ajuda de Gabriel Jesus.

Em evidência, Tite e o atacante do Palmeiras dividiram holofotes com Neymar e tiraram boa parte da atenção de cima do badalado jogador.
Superando as polêmicas recentes e diante de uma pressão dividida com companheiros, Neymar teve mais tranquilidade. E o resultado foi visto no campo: o atacante marcou nos dois jogos – Equador e Colômbia – e superou um tabu que já durava 22 meses – período que o jogador ficou sem fazer gols em dois jogos consecutivos pela seleção.

A última vez foi entre outubro e novembro de 2014, quando balançou as redes em amistosos seguidos contra Japão e Turquia. Em jogos oficiais, a marca não ocorria desde a Copa das Confederações de 2013 – mais de três anos: jogos contra México e Itália.

Os gritos da torcida, fosse em Quito ou em Manaus, estavam lá. A atenção, no entanto, não era exclusiva para Neymar, como em outras oportunidades. No Equador, Gabriel Jesus roubou a cena com seus dois gols no debute na seleção e a atuação decisiva na vitória que marcou o início da era Tite.

RODRIGO BUENDIA/AFP
Jesus (d) dividiu os holofotes da seleção com Neymar neste novo momento

"Fiquei feliz por tudo que aconteceu lá. Trabalho muito para isso. Aqui em Manaus também foi bacana por tudo que aconteceu. Não fiz gol, mas ajudei, o time ganhou e recebi um carinho legal demais", comentou Jesus.

Também no Brasil, Tite era a grande estrela da partida na Arena da Amazônia. Tietado por todos e até mesmo com o rosto estampando painéis publicitários pela cidade, ele roubou a cena e cativou a torcida. E ficou feliz de ver Neymar um pouco mais preservado para brilhar.

"É desumano colocar uma carga toda sobre ele", defendia Tite, ao comentar a situação de Neymar. "Ele tem seu papel, esperamos muito dele, mas podemos dividir as coisas. Ele é uma liderança técnica, de grupo, mas existem outros líderes", explicou o treinador, sempre evitando pressionar o camisa 10.

O desafio de Neymar agora é manter o bom rendimento nessa era Tite e retomar o desempenho da Copa das Confederações de 2013, seu auge na seleção, e marcar pela terceira vez consecutiva. E já há data para isso: o Brasil volta a campo no início de outubro para encarar Bolívia (dia 6) e Venezuela (11) na sequência das Eliminatórias sul-americanas 2018. 

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