"Procurei fazer meu melhor", diz Roger em despedida do Grêmio

Do UOL, em Porto Alegre

Presidente do Grêmio explica demissão de Roger

Roger Machado divulgou nota oficial através de sua assessoria de imprensa na tarde desta quinta-feira (15). Em comunicado sobre sua saída do Grêmio, o treinador se mostrou triste e garantiu que tentou fazer o melhor, mas já não conseguia tirar o máximo do elenco. 

"Me despeço do Grêmio após 16 meses de trabalho, por uma decisão profissional. Saio com a certeza de que procurei fazer o meu melhor. Entretanto, já não o suficiente para este momento", publicou em seu perfil oficial no Facebook

Roger Machado pediu demissão após a derrota por 3 a 0 para a Ponte Preta, na noite de quarta-feira. Foi a segunda vez que ele deixou o cargo a disposição dos diretores do Grêmio. Na primeira, o comando rejeitou saída, mas nesta quarta ele não foi convencido de permanecer. 

"Acredito que este grupo possa seguir desempenhando o seu melhor futebol que em momentos recentes demonstrou, mas agora sob a responsabilidade de outro profissional. Saio triste e também frustrado por não ter conquistado títulos no Grêmio, mas ao mesmo tempo feliz por ter conseguido implantar um trabalho que foi pautado em valores, considerados por mim, importantes para o futebol", seguiu em nota. 

Roger Machado encerrou sua participação no clube com 94 partidas disputadas, 48 vitórias, 22 empates e 24 derrotas. No comando desde maio do ano passado, somou 58,8% de aproveitamento, mas não conquistou títulos. Sua saída confirma uma regra: nenhum técnico começa e termina um ano no comando do Tricolor desde Mano Menezes em 2007. Foram 477 dias de Roger no cargo. 
 
"Agradeço ao presidente Romildo e demais dirigentes do clube pela oportunidade e crédito. Aos funcionários, o meu muito obrigado também. Aos atletas, meu carinho, admiração e agradecimento pelo esforço e dedicação, com a esperança que o meu trabalho e o da minha comissão possa ter agregado valor a todos vocês. Ao torcedor, obrigado pelo apoio e tenham certeza que compreendo cada aplauso ou vaia, afinal o futebol é movido também pela paixão", finalizou. 
 
Roger retornou a Porto Alegre no mesmo voo que o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Júnior, na manhã desta quinta. Já na capital gaúcha, preferiu não conceder entrevistas. 
 

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