Administradora do Allianz irá barrar seguranças do Palmeiras em camarote

Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo

A confusão ocorrida em um dos camarotes do Allianz Parque na última quarta-feira ainda repercute nos bastidores. Nesta sexta-feira, a Real Arenas, empresa aberta pela WTorre para gerenciar a arena, disse que não vai permitir a atuação de supostos seguranças do Palmeiras em camarotes do local.

"A Real Arenas informa que não mais admitirá que os supostos seguranças contratados por SEP, para atuarem exclusivamente na proteção do camarote que lhe é disponibilizado pela notificante, exerçam sua atividade como agentes ou mandatários de seus dirigentes na área comum da Arena sob gestão da superficiária e, muito menos, no espaço privado destinado aos cessionários dos camarotes", disse em carta destinada ao clube - o documento foi assinado pelos advogados da WTorre.
 
Na noite desta quinta-feira, 24 horas depois da confusão em um dos camarotes do Allianz Parque, o Palmeiras rebateu a WTorre, que chegou a dar um ultimato ao reclamar da postura do presidente Paulo Nobre - o dirigente incentivou a expulsão de um convidado de um camarote corporativo durante o jogo contra o Flamengo
 
"A WTorre não tem o direito, contratual ou legal, de interferir ou opinar em questões de segurança que envolvem a realização das partidas do Palmeiras. A parte que lhe cabe nos jogos é somente a comercialização dos camarotes do Allianz Parque. A incumbência da organização, nos termos da legislação esportiva, é do clube", afirmou o clube.
 
Reprodução
 
Após a confusão, a construtora disse que apresentaria uma carta formal a Paulo Nobre contra  uma "postura absolutamente truculenta". A cosntrutora desistiu de registrar um boletim de ocorrência.
 
"Não é a primeira vez, mas agora superou todos limites. Ele não tem direito de entrar em uma área corporativa de camarote com 12 seguranças e mandar tirar um convidado", ressaltou.
 
A WTorre, detentora do direito de explorar a arena por um período de 30 anos, é a gestora do Allianz Parque desde fevereiro deste ano.  Por contrato, a construtora pode promover eventos e, inclusive, retirar o Palmeiras do estádio em dias de jogos, desde que comunique antecipadamente e reserve a data.

 

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