Maracanã terá nova licitação após Odebrecht desistir de gestão do estádio

Vinicius Konchinski

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Daniel Marenco/Folhapress

    Maracanã passará por nova concorrência após desistência da Odebrecht

    Maracanã passará por nova concorrência após desistência da Odebrecht

O governo do Rio de Janeiro vai promover uma nova licitação para escolha de um outro administrador para o Maracanã. Cerca de três anos depois de assumir o controle do estádio, a Odebrecht deve mesmo abandonar o negócio e abrir espaço para uma nova gestão da arena.

O governo do Rio já contratou a FGV (Fundação Getulio Vargas) para a realização de um novo estudo de viabilidade econômica do Maracanã. O estudo deve servir de base para a concorrência para escolha do novo administrador do estádio. Não há prazo definido para o lançamento do edital de licitação.

Também ainda não estão definidos os critérios da licitação. Na concorrência anterior, o governo proibiu que clubes assumissem a gestão do estádio para evitar que ele perdesse sua identificação com outras agremiações. A medida foi criticada por dirigentes esportivos na época. Pode, portanto, ser revista na nova concorrência. Pessoas do próprio governo defendem a participação de clubes na administração do estádio.

Flamengo e Fluminense são hoje os principais afetados pela discussão sobre o futuro Maracanã. Os dois têm acordos para utilização do estádio com a atual concessionária, controlada pela Odebrecht.

O Rubro-negro já demonstrou ser favorável a uma nova licitação e disse ter interesse em administrar Maracanã. Já o Fluminense tem resistido à ideia da concorrência por considerar bom seu atual contrato para o uso da arena.

Problemas e prejuízos para Odebrecht

Desde que assumiu o controle do Maracanã, a Odebrecht enfrenta problemas para toca-lo. O contrato assinado pelo governo com a empresa e suas parceiras foi modificado logo após a licitação por conta de protestos contra a demolição do Parque Aquático Julio Delamare e o Estádio de Atletismo Célio de Barros.

Os dois equipamentos esportivos ficam ao lado do Maracanã. De acordo com o contrato inicial de concessão, os espaços seriam derrubados para viabilizar a construção de estacionamentos e lojas para o estádio de futebol. Por conta de manifestações, a demolição foi cancelada.

Sem as lojas e o estacionamento, a Odebrecht alega que nunca obteve o retorno estimado com a gestão do Maracanã. Acumulou prejuízos também com o fechamento do estádio para Copa do Mundo, Olimpíada e Paraolimpíada.

A empresa, então, procurou o governo para dizer que não pretende administrar o Maracanã pelos 35 anos de contrato. Mais recentemente, deu seu aval para a realização da nova licitação em busca de um novo administrador para o estádio.

 

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