Princípio de recuperação do São Paulo passa por cinco mudanças e fatores

Pedro Lopes

Do UOL, em São Paulo

  • Rubens Cavallari/Folhapress

    O meio-campista Wesley durante jogo do São Paulo contra o Cruzeiro

    O meio-campista Wesley durante jogo do São Paulo contra o Cruzeiro

Depois de um período extremamente conturbado, o São Paulo venceu duas partidas seguidas pela primeira vez no Campeonato Brasileiro e conseguiu aliviar a pressão. É cedo para falar em recuperação, mas os dois confrontos estabelecem uma base para que o time reaja e tente crescer na competição. Mais do que uma bola que entrou, o princípio de reação passa por cinco fatores e mudanças no dia a dia do clube.

  1. Esfriamento da guerra política

O São Paulo vive uma fase de intensos conflitos políticos e com as organizadas, que esfriou nos últimos dias. A saída de Gustavo Vieira de Oliveira, principal alvo de críticas da oposição, e a chegada de Marco Aurélio Cunha, que chegou a ser um dos líderes dentre os oposicionistas, baixou o tom dos ataques à direção são-paulina. Após críticas iniciais, alguns grupos e lideranças de oposição declaram apoio a Cunha e baixaram o tom, dando mais tranquilidade ao dia a dia.

  1. Evolução tática e adaptação a Ricardo Gomes

As duas vitórias mostraram um São Paulo bem mais organizado taticamente – marcação pressão no campo de ataque e tabelas ofensivas entre os pontas, Kelvin e Cueva, Wesley e os laterais. Aos poucos, o time vai deixando de lado o estilo direto de Bauza e buscando mais triangulações. Ricardo Gomes reconhece a evolução. "É uma mistura dos dois (evolução tática e confiança). Com confiança os jogadores entendem melhor, assimilam e executam melhor. A falta de confiança traz dúvida, duvida dele mesmo, do treinador. Esperamos evoluir mais".

  1. Volta por cima de Wesley

Agredido pelos torcedores organizados, Wesley disse à diretoria que gostaria de permanecer no clube, e sua reação ganhou elogios de Ricardo Gomes. Foi bem nos treinos e ganhou a vaga como o homem mais avançado do meio-campo – contra o Figueirense teve boa atuação, e repetiu a dose diante do Cruzeiro, desta vez marcando o gol da vitória. 

  1. Permanência de Rodrigo Caio

O São Paulo teve em mãos uma proposta do Sevilla por Rodrigo Caio, que chegava a 12 milhões de euros, mas preferiu segurar o zagueiro, campeão olímpico. Ele se machucou no primeiro tempo do clássico diante do Palmeiras – o São Paulo perdeu de virada. Ficou fora contra o Figueirense, mas voltou e teve grande atuação diante do Cruzeiro, com pelo menos duas intervenções em chances claras de gol do adversário. No ataque, chegou a acertar o travessão.

  1. Fator Morumbi

Embora não seja tão significativo como em outros anos, o fator casa ajudou o São Paulo – foram duas partidas seguidas em seus domínios, contra adversários que não tem bons retrospectos no Morumbi. Daqui em diante, a coisa será reversa: três partidas consecutivas fora de casa, contra Atlético-PR, Juventude (esta pela Copa do Brasil) e Vitória. Longe de sua torcida, terá a missão de transformar a faísca inicial em reação para o resto da temporada.

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