Sem Europa, Lucas Lima já negocia renovação com o Santos até 2020

Pedro A. Lopes e Samir Carvalho

Do UOL, em Santos (SP)

  • Ivan Storti/Santos FC

    Meia Lucas Lima pode ganhar cerca de R$ 350 mil mensais para estender o seu vínculo

    Meia Lucas Lima pode ganhar cerca de R$ 350 mil mensais para estender o seu vínculo

Após ficar sem propostas na última janela europeia, o meia Lucas Lima negocia a renovação contratual com o Santos. As conversas entre a diretoria santista e os representantes do jogador estão bem no início, mas a ideia é que meia da seleção brasileira estenda seu vínculo até 2020. O contrato atual do camisa 10 termina em dezembro de 2017.

Além disso, Lucas Lima deve obter o status de maior salário do elenco santista. Caso aceite a renovação, o meia deverá receber em torno de R$ 350 mil mensais por mês. No entanto, os valores ainda estão sendo discutidos.

O Santos usa "jogo de cintura" para manter Lucas Lima. Além de negociar com Wagner Ribeiro, o clube paulista também conversa com Edson Khodor. Ele ainda é o representante de Lucas Lima judicialmente, pois tem contrato com o atleta até dezembro de 2018.

A Khodor Soccer, inclusive, possui 10% dos direitos econômicos de Lucas Lima. O restante está dividido entre a Doyen Sports (80%) e Santos (10%).

A única tentativa de um clube europeu em contratar Lucas Lima neste ano ocorreu através do Crystal Palace, que disputa a primeira divisão do Campeonato Inglês.

No entanto, a equipe inglesa ofereceu uma proposta bem modesta para ficar com o jogador da seleção brasileira por uma temporada. O Crystal Palace propôs desembolsar pagar o total da multa após o primeiro ano e, mesmo assim, somente se o meia fosse bem.

A conversa com o Crystal Palace ocorreu com os representantes de Lucas Lima, que descartaram a proposta e aguardam uma oferta maior do futebol europeu. Ao Santos só chegou uma espécie de 'carta de intenção'.

O presidente Modesto Roma cumpriu a promessa de que não aceitaria negociar Lucas Lima nesta temporada. A estratégia de manter o meia, pelo menos, até o dia 31 de dezembro de 2017 tem uma lógica. O Santos possui apenas 10% dos direitos do jogador e, dependendo do valor da proposta que chegar da Europa na abertura da próxima janela, o montante destinado ao clube paulista sequer ajudaria para a reposição do meia no mercado do futebol. O time entende que é melhor contar tecnicamente com o armador por pouco menos de um ano e meio do que o perder agora por um valor pequeno.

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