Filme do Palmeiras traz história centenária e mexe até com feridas do clube

Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo

Da mítica Arrancada Heroica de 1942 à final da Copa do Brasil em 2015, passando pelas origens do clube, Copa Rio em 1951, goleada por 8 a 0 sobre o maior rival, Academias, Libertadores, tabu e até rebaixamentos. O torcedor do Palmeiras ganhará um bom motivo para ir ao cinema a partir do próximo dia 22. Nesta semana, a história do clube poderá ser relembrada no filme "Palmeiras - o campeão do século", de Mauro Beting e Kim Teixeira.

A pré-estreia, escolhida a dedo, ocorrerá na próxima terça-feira, dia em que a Arrancada Heroica, marco da história palestrina e pontapé inicial para os capítulos palmeirenses, completa 72 anos.

Em contato com a reportagem do UOL Esporte, o jornalista Mauro Beting explicou os motivos da data ser escolhida - nesse mesmo dia, em 1942, o Palmeiras recém-batizado, venceu o São Paulo por 3 a 1 na decisão do Campeonato Paulista. 
 
"É aniversário da Arrancada Heroica. É um tema que há muito tempo estava querendo produzir. Tinha a preocupação de como entraria no filme. Nesse processo todo eu tive um sonho. E pensei: 'isso vai ficar muito legal no filme'. Comecei a chorar quando vi as pessoas na cena. Tinha de ter essa pré-estreia no dia 20", disse.

 

Trilogia - Parte II

O novo filme, produzido pela Canal Azul, é a segunda parte de uma trilogia, cujo primeiro capítulo é "12 de Junho de 1993 - O dia da paixão palmeirense", lançado há dois anos, no centenário do clube.
 
Divulgação

 "É a primeira parte da trilogia. O "campeão do século" é a segunda e estamos produzindo a terceira, que é conquista da América, a história da Libertadores de 1999, o processo de formação daquele time", explicou Beting.

O fato de ser o segundo filem da série dificultou o processo, segundo o jornalista. "Foi um desafio fazer um filme de uma trilogia, contar de novo o que foi mostrado no primeiro filme. A gente fez um trabalho interessante", afirmou.

Quase 102 anos e um não ao "chapa branca"

Beting ressaltou que uma das premissas do trabalho era mostrar os rebaixamentos de 2002 e 2012 com a mesma intensidade na comparação com as glórias alviverdes. "Dentro do possível, fizemos um filme que não é chapa branca. A gente mostra as quedas, o que errou, o que acertou, não é só oba-oba, é muito mais." 

A trajetória do Palestra Itália, de 1914 e 1942, também ganha destaque. Nesse contexto, até a imigração italiana ganhou destaque no filme. "É que claro, conta a história do Palestra Itália também e até um pouco da imigração italiana no Brasil, em São Paulo", lembrou o jornalista.

 

Reconstituição e ídolos (e também torcedores)

Durante os 100 minutos, Mauro Beting e Kim Teixeira trazem à tona partidas com extrema dificuldade de resgate histórico. A saída, então, foi reconstruir as jogadas, como ocorreu ao abordar a final da Copa Rio de 1951, contra a Juventus-ITA, e a própria Arrancada Heroica.
 
"Não tem uma imagem de cinema da Copa Rio, mas fizemos uma reconstituição muito legal da decisão", disse Beting, que contou com dezenas depoimentos para montar o quebra-cabeça de outros duelos históricos, como a goleada por 8 a 0 do Palestra Itália sobre o Corinthians.
 
Acervo Folhapress
Copa Rio ganhou destaque no filme, com uma reconstituição
 
"Ouvimos um torcedor de 96 anos que viu a goleada por 8 a 0 do Palestra sobre o Corinthians em 1933. Há o lado do torcedor também. Ouvimos dois ex-gandulas. Tentamos fazer essa mescla", disse.
 
"São quase 70 depoentes, entre jogadores, torcedores e jornalistas. Optamos por só colocar palmeirenses. Temos o último depoimento do Oberdan Cattani, feito da casa dele. Tem também o Ademir da Guia, o Marcos. Praticamente temos depoimentos de todos s ídolos: Luis Pereira, César Maluco, Cesar Sampaio, Zinho, Edmundo, Leivinha", ressaltou o jornalista.


Copa do Brasil também está no filme

De acordo com Beting, o terceiro título da Copa do Brasil entrou no filme de última hora, pois a conclusão do filme estava prevista ára meados do ano passado, antes da decisão contra o Santos. 
 
"Era para ser entregue antes, atrasamos a produção e foi ótimo, com final feliz. Conseguimos colocar a Copa do Brasil. Não poderia ficar fora. O final do filme já estava editado", ressaltou. 
 
Diego Padgurschi /Folhapress
Copa do Brasil 2015, conquistada em dezembro, foi lembrada também
 
Locais de exibição
 
São Paulo 
Espaço Itaú Pompeia – Shopping Bourbon (no bairro Perdizes)
 
ABC Paulista 
Cinépolis – São Bernardo Plaza Shopping (em São Bernardo do Campo)
 
Interior de São Paulo
Cinépolis – Shopping Santa Úrsula (em Ribeirão Preto)
Cinépolis – Jundiaí Shopping (em Jundiaí)

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