Desmanchado dentro e fora do campo, Corinthians repõe mal e acumula funções

Danilo Lavieri

Do UOL, em São Paulo

  • Davi Ribeiro/Folhapress

    Roberto de Andrade, presidente do Corinthians, tem enfrentado dificuldades

    Roberto de Andrade, presidente do Corinthians, tem enfrentado dificuldades

Não é novidade para o torcedor que o Corinthians passou por um desmanche que atingiu todos os seus setores. Seja por crise financeira ou pela saída de Tite para a seleção brasileira, a equipe paulista enfrentou profundas transformações que acabaram com o legado do time campeão brasileiro de 2015.

Para piorar a situação e colocar ainda mais dificuldade no trabalho, a equipe tem enfrentado dificuldades na reposição e adotou a estratégia de acumular cargos.

Ale Cabral/Folhapress
Renato Augusto solta o grito de gol no empate do Corinthians contra o Grêmio

No elenco falta liderança

O Corinthians perdeu diversos jogadores desde a conquista do título de 2015. Há os que mais fizeram falta, especialmente pela sua função de liderança com o grupo: Gil, Ralf, Renato Augusto, Jadson, Vagner Love e Elias são os principais nomes que deixaram este espaço vázio.

Não houve recomposição neste sentido e os dois contratados sofrem até para conseguirem convencer a torcida que serão boas opções.

Gustavo já tem ouvido reclamações, especialmente após o desempenho ruim contra o Palmeiras. Jean ainda não conseguiu atuar com frequência.

No grupo, apenas Fagner, até por ser jogador de seleção brasileira, tenta assumir essa função. Cássio e Cristian, que poderiam atuar neste sentido, sofrem com a falta de regularidade técnica e são contestados.

Comissão técnica sofre com acúmulo

Depois da saída de Tite, a ideia foi trazer Cristóvão Borges e seu auxiliar Cassiano de Jesus para o cargo. Três meses depois, a diretoria mudou de ideia. Além de demitir a dupla, resolveram colocar Fábio Carille na função por um tempo.

O auxiliar acumulará as funções que exercia antes com a de técnico interino, mesmo sem saber por quanto tempo terá o respaldo da diretoria. Fernando Lázaro, que é auxiliar de desempenho, acumulará a função de auxiliar técnico. Matheus Bacchi, filho de Tite, até hoje não foi substituído.

Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

DM reclama de abandono

Bruno Mazzioti (foto acima), que era chefe de departamento de fisioterapia, deixou o Corinthians para trabalhar na China. Ele não foi substituído e viu os que eram seus funcionários acumularem cargos. Alguns deles, reclamam de esquecimento do setor, tratado como peso de ouro anteriormente.

Fábio Mahseredjian, que era chefe de departamento de preparação física, virou funcionário da seleção brasileira. Também houve acúmulo de funções neste setor.

A diretoria também acumula

Com a saída de Tite para a seleção brasileira, Edu Gaspar também virou funcionário da CBF. Não houve reposição para o cargo de gerente de futebol, e o coordenador Alessandro assumiu as duas funções. Foi ele que deu entrevista na segunda-feira para falar dos planos do time.

Antes, o departamento de futebol também já tinha sofrido com as saídas de Sergio Janikian, que era diretor, e Andrés Sanchez, que era superintendente. Hoje, só Edu Ferreira, que é diretor-adjunto de futebol, responde pelas atitudes ao lado de Roberto de Andrade.

Ainda no alto escalão, Roberto de Andrade também sofre com o afastamento de André Luiz de Oliveira, seu primeiro vice que tem focado na campanha para vereador. Jorge Kalil, que era seu segundo vice, está rompido desde os escândalos da base.

Até no marketing há acúmulo de funções: Maurício Jacob saiu e todo o trabalho ficou com o superintendente Gustavo Herbetta.

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