Celso Barros lança candidatura no Flu e nega novo tempo de bonança

Bernardo Gentile

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Ricardo Ayres/Photocamera

Responsável pela parceria entre Fluminense e Unimed por 20 anos, Celso Barros será candidato à presidência do clube nas eleições do dia 26 de novembro. Famoso por ter investido pesado e trazido grandes craques, o agora médico aposentado nega que o clube terá o mesmo poder de investimento de anos atrás, quando conquistou o bicampeonato brasileiro - 2010 e 2012.

Barros entende que o momento do país não comporta patrocínios nesses moldes e, se eleito, terá que trabalhar com as dificuldades que o Brasil apresenta. Assim, dificilmente o torcedor poderá comemorar contratações de craques como Fred, Deco e Washington e cia. 

"Vamos ter de trabalhar com as dificuldades do país. A crise econômica é grande. Vamos ter de trabalhar com a base. Não sei o orçamento do clube, tenho olhado os balanços. O clube fez contratações pesadas recentemente, em termos de valor. O time hoje, na minha opinião, teria de enxugar. Vamos pensar em contratações pontuais. Vamos buscar os jogadores que farão a diferença", disse Celso Barros em coletiva de imprensa realizada após confirmar candidatura.

Outro importante tópico abordado por Barros é a escolha do treinador para 2017. Já há, inclusive, uma definição quanto ao nome. Abel Braga é o preferido do candidato, que revelou manter conversas com o profissional. Segundo ele, o treinador até mesmo recusou algumas ofertas para apostar no projeto.

"É um forte candidato. Tenho uma história de conversa com ele. É campeão do mundo e da Libertadores. Campeão brasileiro, duas vezes do Carioca pelo Fluminense. É um grande amigo. O Abel tem até esperado, recusado convites para a eleição. Ele aposta nesse projeto", explicou o ex-presidente da Unimed.

Por fim, Barros afirmou acreditar que o fato de essa ser a primeira eleição com votos de sócios-torcedores o torna favorito. Segundo ele, o fato de ter sido fundamental na montagem dos elencos que conquistaram dois Campeonatos Brasileiros pode pesar na hora dos votos.

"Acho que isso pode ajudar muito. A identificação que tenho pode nos ajudar. Me preocupava até com os pedidos de fotos, de tirar foto como os jogadores. Eu me sentia constrangido. Não sou ídolo. Quem é ídolo é o jogador. Fico feliz com o reconhecimento. A presença das torcidas aqui foi relevante. Estavam quase todas. Vamos ter relação saudável. Vamos nos relacionar bem, inclusive com CBF e Ferj. Não vamos brigar com todo mundo, isso não constrói", finalizou.

Além de Celso Barros, o Fluminense tem outras quatro chapas que pretendem concorrer às eleições. Pedro Abad, que representa a situação, Mario Bittencourt e Ricardo Tenório, Pedro Tregrouse e Cacá Cardoso.

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