Dirigentes do SP apostam em "folga" e na volta de Maicon para fugir do Z-4

Luis Augusto Simon

Colaboração para o UOL, em São Paulo

  • Rubens Cavallari/Folhapress

    Retorno de Maicon à zaga é visto como um dos trunfos do SP contra o rebaixamento

    Retorno de Maicon à zaga é visto como um dos trunfos do SP contra o rebaixamento

"Nada de desespero. Estamos apreensivos e tristes, e vamos trabalhar muito para mudar as coisas". Assim Marco Aurélio Cunha, diretor de futebol do São Paulo, avalia a situação do clube, 12º colocado, com 34 pontos ganhos no Brasileiro. O Cruzeiro, primeiro na zona de rebaixamento, tem 30 pontos.

Marco Aurélio estava trabalhando em seu consultório e não falou mais com a reportagem do UOL Esporte Outras pessoas ligadas ao clube, no entanto, repetem a avaliação sob anonimato. Elas se prendem a dois argumentos para afastar a possibilidade de rebaixamento do Morumbi:

O primeiro argumento: a defesa do time é boa, sofreu 28 gols em 28 jogos. É a sétima melhor do Brasileiro. O Palmeiras, líder, tem 25 gols sofridos. O Flamengo, vice-líder, 26 gols. E o Galo, terceiro colocado, tem 36 gols sofridos. Maicon retorna contra o Sport, dia 5 de outubro, e volta a formar dupla com Rodrigo Caio, que os dirigentes ouvidos pela reportagem consideram uma das melhores do campeonato.

O segundo argumento: a eliminação da Copa do Brasil, embora todos neguem, pode ter um efeito positivo para o São Paulo. O time terá quatro dias de treinamento antes de enfrentar o Flamengo. Haverá muito treino com bola parada para os jogadores de ataque e de defesa. Os três últimos gols sofridos foram de bola parada.

O clube também pretende recuperar a tranquilidade. Há um senso comum de que o time se perde muito emocionalmente quando sofre um gol.

As duas próximas rodadas são consideradas de risco, comparando-se com Cruzeiro e Inter, por exemplo. O São Paulo recebe o Flamengo e visita o Sport. O Cruzeiro recebe Grêmio e Ponte. E o Inter recebe Figueirense e Coritiba.

Ou seja, se o São Paulo não fizer pontos, poderá ser superado pelos outros dois grandes que lutam contra o rebaixamento.

O grande problema do São Paulo é o ataque. Marcou apenas 27 vezes. O time acredita que será difícil uma melhora a curto prazo. Haverá trabalho e treino para minorar os erros de finalização, mas mudança mesmo apenas para 2017. Principalmente se o time ainda estiver na Série A.

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