Liderança, improviso e choro. O papel de Ceará no atual Internacional

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

  • Ricardo Duarte/Divulgação SC Internacional

Na luta desesperada contra o rebaixamento, o Internacional foi buscar em Ceará uma salvação. O lateral, contratado após desistência pública e atrito com o Coritiba, foi alçado a um dos líderes do atual elenco. Foi improvisado do outro lado do campo e voltou a ser titular para dar mais experiência ao time.

Depois do jogo contra o Atlético-MG, onde atuou como lateral esquerdo e falhou em um dos gols sofridos, Ceará chorou. As lágrimas escorreram por conta do erro e da situação do time. Ainda assim, recebeu respaldo da diretoria e comissão técnica e segue sendo tratado como peça-chave na tentativa de remontada da equipe.

Em entrevista coletiva no começo do mês, Ceará foi direto ao dizer que não via possibilidade de ser improvisado na lateral esquerda. As atuações irregulares de Artur e Geferson aumentaram a necessidade e fizeram a ideia ser revista.

Aos 36 anos, o ex-jogador de PSG, Cruzeiro e Coritiba topou a missão. O Inter, desde a chegada de Celso Roth, tem tentando atacar a falta de maturidade do time-base. Ceará, ao lado de Alex, foi eleito para tentar equilibrar a balança.

Internamente, o clube gaúcho enxerga Ceará como uma voz capaz de guiar os jovens. Campeão da Libertadores e do Mundial em 2006, ele já falou como porta-voz do grupo depois das derrotas recentes. E segue prestigiado.

Desde que voltou ao Beira-Rio, no começo de agosto, Ceará já disputou sete partidas. Quatro delas como titular. A mais recente foi contra o Fortaleza, no Ceará, pela Copa do Brasil. No sábado, contra o Figueirense, é muito provável que ele comece outra vez.

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