Quem é o 'pupilo' de Paulo Nobre e favorito na eleição do Palmeiras

José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo (SP)

  • Cesar Grego/Ag. Palmeiras

Esta sexta-feira marca o fim das inscrições das chapas para a eleição no Palmeiras, marcada para novembro. A poucas horas do encerramento dos lançamentos das candidaturas, apenas Maurício Galiotte, nome abençoado pelo atual presidente Paulo Nobre, possui a garantia de concorrer no pleito deste ano. Mas, afinal, quem é o provável candidato único à votação?

Galiotte, 47 anos, ganhou espaço no Palmeiras no ano de 2013, quando venceu a eleição para primeiro vice de Paulo Nobre; o agora postulante à presidência segue no cargo até o fim da atual gestão. Como braço-direito, ganhou responsabilidades e a confiança para liderar a chapa da situação para a eleição.

Segundo relatos de pessoas ouvidas pelo UOL Esporte, o provável candidato único à eleição do Palmeiras possui boa relação com os dois lados políticos do clube. Galiotte é visto como alguém de 'fácil diálogo'  e 'acessível' durante o período de quatro anos nos quais exerceu o cargo de vice-presidente.

Além do relacionamento cordial com os grupos políticos – apesar de, internamente, conselheiros da situação se mostrarem reticentes com o relação até certo ponto ideológica do vice com o ex-presidente Mustafá Contursi -, Maurício assumiu um importante papel de apaziguador, especialmente no trato com a Crefisa.

O agora candidato da situação era destinado por Paulo Nobre a resolver a relação com Leila Pereira e José Roberto Lamacchia, donos da patrocinadora. A renovação do compromisso, com fim marcado para dezembro, é vista como uma situação diretamente ligada à eleição de Galiotte.

Toda a análise sobre o perfil do candidato da situação, contudo, possui ponderações. O grande questionamento é se Maurício Galiotte manterá esta postura apaziguadora em caso de vitória no pleito; afinal, a pressão do cargo exigirá muito mais.

Embora candidato, Maurício ainda pondera uma participação mais direta no planejamento para a temporada 2017. Não há, por exemplo, uma conversa direta sobre a continuidade de Cuca no comando técnico em caso de vitória no pleito – ainda mais garantida no caso de uma chapa única.

Em relação ao elenco, Maurício Galiotte testemunha de perto o trabalho do dia a dia. Semanalmente, o vice-presidente comparece aos treinamentos na Academia de Futebol e conversa com os profissionais no CT palmeirense.

Somado ao fator da indefinição política, a atual situação do clube no Campeonato Brasileiro freia qualquer antecipação nos planos. Cuca e a comissão técnica se focam apenas na reta final da competição.

Dentro do clube, qualquer concorrência era tratada como de difícil aceitação no filtro do Conselho Deliberativo, que ocorrerá no próximo mês. Para chegar à votação dos sócios em novembro, a chapa precisa da aprovação de pelo menos 15% dos conselheiros.

A oposição (União Verde Branco, grupo que possui nomes como Wlademir Pescarmona e Carlos Degon) abdicou de uma candidatura na última quarta-feira, assim como o conselheiro Vicente Críscio, outro nome que surgira como possível concorrente a Galiotte.

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