Ele já jogou Copa e hoje corre risco de vida à espera de transplante de rim

Do UOL, em São Paulo

  • AP Photo/Bozidar Vukicevic

    Klasnic em ação pela Croácia; atacante vive drama à espera de transplante

    Klasnic em ação pela Croácia; atacante vive drama à espera de transplante

Ivan Klasnic foi um dos atacantes de maior destaque pela Croácia na década passada, tendo defendido sua seleção em uma Copa do Mundo e duas Eurocopas. Hoje, o jogador que defendeu com sucesso clubes como Werder Bremen e Bolton corre sério risco de vida. Em uma entrevista ao jornal alemão Bild, ele contou que precisa de um transplante de rim para poder sobreviver.

Klasnic convive com problemas do tipo desde 2005, quando descobriu um mal funcionamento em seus rins. No ano seguinte, depois de ter disputado a Copa do Mundo, o problema se agravou e ele precisou de um transplante, mas seu corpo rejeitou o órgão que sua mãe, Sima, lhe doou. Para sobreviver ao drama, ele precisou aceitar um rim do pai, John, que lhe deu sobrevida nos anos seguintes.

O atacante, que nasceu Alemanha e sempre defendeu a Croácia no futebol internacional, recuperou-se bem, voltou aos gramados e tornou-se o primeiro atleta transplantado a atuar em uma grande competição. Foi na Euro 2008, quando ele chegou a marcar um gol pela seleção nas quartas contra a Turquia.

Klasnic não atua profissionalmente há três anos, mas descobriu há poucas semanas que o rim que seu pai lhe doou há pouco menos de dez anos está parando de funcionar. Hoje, ele faz diálises três vezes por semana e precisa de um novo transplante para seguir a vida normal. Seu irmão Josip queria doar, mas os médicos disseram que ele não poderia fazer isso porque o corpo do ex-jogador já criou anticorpos para órgãos de familiares, com quem ele tem semelhança genética.

"Josip ficou pior que eu porque ele não conseguiria me ajudar. Eu vou aceitar o que acontecer. Quando a vida está por um fio, você aprende a aceitar as coisas como destino", disse ele ao Bild. Sem um doador voluntário, ele tem de entrar na fila de transplantes na Alemanha, que pode chegar até sete anos.

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