Narcos: Rival de Escobar lavou dinheiro no América-COL e contratou Gareca

Leandro Carneiro

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução/Netflix e AFP/arquivo

    Gilberto será o sucessor de Escobar nas novas temporadas de Narcos

    Gilberto será o sucessor de Escobar nas novas temporadas de Narcos

A segunda temporada de Narcos traz Gilberto Rodriguez Orejuela (Damian Alcazar) como um dos protagonistas. Comandando o grupo para-militar chamado de Los Pepes, ele começa uma guerra contra Pablo Escobar para assumir o tráfico de cocaína da Colômbia. Com a morte do personagem de Wagner Moura, é a história do líder do cartel de Cali que será contada na terceira e quarta fase da série do Netflix.

E assim como Pablo Escobar, a história de Gilberto também passa pelo futebol. A competição entre os dois não era apenas no quesito cocaína. A rivalidade também foi para os gramados, mais especificamente entre Atlético Nacional e América de Cali.

William Rodríguez Abadia, sobrinho de Gilberto e filho de Miguel Orejuela, que também comandava o cartel, falou recentemente sobre a importância de seus parentes para o América de Cali. Ao todo, o time conquistou 13 títulos, sendo cinco vezes o Campeonato Colombiano.

Entre os nomes contratados pelos dirigentes para uma nova operação de lavagem de dinheiro estava Ricardo Gareca, treinador da seleção peruana que trabalhou no Palmeiras. Ele foi atacante do América por três temporadas.

O dinheiro não foi investido apenas nos reforços. Fernando Rodriguez, filho de Gilberto, admitiu que alguns árbitros recebiam quantias para favorecer o time comandando por seu pai.

O cartel tinha entrada diretamente na Federação Colombiana de Futebol e usava Hernán Velasco, ex-árbitro que foi sequestrado por homens armados em 2000 e está sumido desde então, para fazer a negociação.

Fernando Rodriguez já chegou a admitir que o interesse de seu pai e tio era comprar jogares que valiam cem mil, mas diziam que valiam dois milhões. Há quem defenda que o único interesse era uma rivalidade com Escobar para mostrar quem tinha mais poder e conseguir fazer parte da elite colombiana.

Com o dinheiro de Gilberto, o América teve sua melhor fase na Libertadores. Foram três vice-campeonatos entre os anos de 1985 e 1987, mas o investimento cessou após a derrota para o Penãrol. No torneio sul-americano, a influência era imposta com Teo Figosalinas, mas o título não veio.

O investimento original era para ter sido feito no Deportivo Cali, clube para qual os dois torciam. Mas, o time não aceitou a entrada deles no quadro de sócios e o investimento teve de ser feito no rival da cidade, que não tinha títulos expressivos (a primeira conquista colombiana aconteceu apenas em 1979).

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