Na Argentina, técnico abre mão de voo e encara 1250 km de carro com torcida

Do UOL, em São Paulo

  • Daniel Mendez/CA Huracán

    Ricardo Caruso Lombardi optou por ir de ônibus de Buenos Aires a San Miguel de Tucumán, a 1250 km; na volta, pegou carona em carro de torcedores

    Ricardo Caruso Lombardi optou por ir de ônibus de Buenos Aires a San Miguel de Tucumán, a 1250 km; na volta, pegou carona em carro de torcedores

O técnico Ricardo Caruso Lombardi é conhecido na Argentina por "apagar incêndios", e não raro é contratado por clubes que tentam fugir do rebaixamento. Ao longo de 20 anos, de carreira, passou por clubes conhecidos, como Argentinos Juniors (2007 e 2013), Racing (2009) e San Lorenzo (2012), mas também por vários clubes de menor expressão, como Quilmes (2011 a 2012 e 2014), Tristán Suárez (2014) e Sarmiento de Junín (2016).

No final de setembro, Caruso Lombardi foi contratado pelo Huracán, que ocupa posições intermediárias no Campeonato Argentino, mas que ainda não se livrou da ameaça de rebaixamento por conta dos pontos nas temporadas recentes. Na estreia do treinador, nesta segunda-feira (3), o Huracán não decepcionou: venceu o Atlético Tucumán fora de casa por 2 a 0, com gols de Lucas Sosa e Diego Mendoza.

Mas não é pelo currículo "bombeiro" ou pela vitória que Caruso Lombardi virou notícia na Argentina neste final de semana. Na verdade, o que valeu manchetes nos jornais foi o comportamento excêntrico do treinador fora de campo.

Na viagem de ida entre Buenos Aires e San Miguel de Tucumán para o jogo, Ricardo Caruso Lombardi abriu mão do voo, com escala em Córdoba, por motivos pessoais. Preferiu encarar os cerca de 1250 km de estrada em um ônibus, fazendo uma viagem de 16 horas.

Parece loucura? Após o jogo da rodada, o treinador abriu mão também do ônibus e voltou de carona, no carro de torcedores do Huracán que conhecera no hotel que hospedou sua equipe no fim de semana.

Daniel Mendez/CA Huracán
Na estreia de treinador, Huracán venceu Atlético Tucumán por 2 a 0

"Treinei no sábado de manhã, e confirmei a tarde a equipe que ia jogar. No domingo, treinei com eles (em Buenos Aires) e fui embora à tarde, porque às 18h30 sairia o ônibus para Tucumán, onde cheguei às 10h da manhã", contou o treinador, segundo o jornal esportivo Olé, explicando o porquê da recusa ao avião.

"Um voo para Tucumán com o Newell's (equipe no qual trabalhou entre 2007 e 2008) se atrasou por duas horas por excesso de bagagem. Depois, viajamos com chuva. No meio da turbulência, eu me disse: 'Vá para a p… que pariu, não subo mais nisso'. Ao invés de sofrer, vou de ônibus, tranquilo", detalhou.

Ricardo Caruso Lombardi tinha passagem de volta já reservada, mas queria ficar em Tucumán para ver um jogo de futebol. Aí, surgiu a chance de voltar a Buenos Aires de carona - graças a ela, pôde cancelar a passagem.

"Conheci uns torcedores do Huracán no hotel. Era a primeira vez que eu via os dois. Ezequiel e El Turco (os dois torcedores) vieram ver a partida e me disseram que voltariam de carro; então, perguntei se poderiam me levar, para que eu suspendesse a passagem e visse a partida. Eles disseram que sim", disse o técnico, que diz ter comprados "refrigerantes e biscoitos" quando a dupla parou para encher o tanque.

O Huracán volta a entrar em campo no dia 30 de outubro, quando enfrenta o Rosario Central. Desta vez, jogando em casa, facilitando a logística do treinador da equipe.

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