Um número joga contra Diego Alves, goleiro sensação da Europa

Do UOL, em São Paulo

Um brasileiro foi o goleiro mais falado do futebol europeu durante o fim de semana. Diego Alves, do Valencia, pegou dois pênaltis contra o Atlético de Madri e quebrou um recorde do Campeonato Espanhol: já são 19 defesas em 45 cobranças da marca penal desde que chegou à Espanha, em 2007.

Um número, porém, ainda joga contra o ex-goleiro do Atlético-MG. Enquanto em pênaltis ele já é considerado um dos melhores do mundo, seu desempenho com a bola rolando não é tão impressionante. Nesta temporada em Valência, ele entrou em campo cinco vezes. E a cada duas bolas que foram na direção do gol, uma entrou.

O aproveitamento de defesas (intervenções x chutes no alvo) é de apenas 52%. Em um campeonato com 20 times, ele é apenas o 16º goleiro nesse quesito. O melhor é o arqueiro do Atlético de Madri, Oblak, com 81%. O alemão Ter Stegen, do Barcelona, que fez uma lambança no fim de semana e levou quatro gols do Celta, também vai melhor do que o brasileiro, com 73% de defesas.

O número é influenciado por dois pontos. Primeiro, a situação do Valencia, apenas o 17º colocado do Espanhol e dono da quarta pior defesa da competição, com 14 gols sofridos (como exemplo, o líder Atlético de Madri sofreu apenas dois gols até agora no torneio). Segundo, o momento do goleiro. Diego Alves foi envolvido nos boatos do mercado da bola espanhol e chegou perto de ir para o Barcelona. Com isso, só estreou no Espanhol na terceira rodada.

Até o duelo contra o Atlético, por exemplo, ele vinha sofrendo ainda mais com esses números: com aproveitamento de apenas 36%, a cada três chutes no gol, dois passavam pelo brasileiro. Contra o time do técnico Diego Simeone, ele foi melhor: além de duas defesas de pênalti, ele pegou nove das 11 bolas que foram para o gol.

O problema é que atuações como essa, pegando acima de 80% dos chutes, são raras. Nas últimas três temporadas, seu aproveitamento só superou os 70% uma vez. Em 2015, ele fechou o Espanhol como o quarto melhor da competição nesse quesito, com 75%. Nos outros anos, o número ficou em 70%. Na temporada passada, 18 goleiros pegaram mais do que ele na Espanha. Em 2013/2014, foram 17.

Hoje, goleiros menos famosos do que Diego Alves têm números melhores nessa estatística. Rafael, ex-Santos e Flamengo, por exemplo, tem 65% de aproveitamento de defesas pelo Cagliari, da Itália. Ângelo da Costa, ex-Santo André, vai ainda melhor: 75% de aproveitamento pelo Bologna.

Convocados para a seleção brasileira, Alisson, da Roma, Weverton, do Atlético-PR, e Muralha, do Flamengo, também são superiores. Ex-Inter, Alisson jogou três partidas até agora pelo clube italiano, sempre em competições europeias (no Italiano, o titular da Roma é o polonês Szczesny), e levou dois gols. Seu aproveitamento em chutes no gol é 87%. Weverton e Muralha ostentam o mesmo aproveitamento (em jogos do Brasileirão): 73%.

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