Saudade da família fez cruzeirense se tornar religioso na adolescência

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Washington Alves/Light Press

    Léo, zagueiro do Cruzeiro, frequenta cultos religiosos desde os tempos de Grêmio

    Léo, zagueiro do Cruzeiro, frequenta cultos religiosos desde os tempos de Grêmio

Quem conhece Léo, zagueiro do Cruzeiro, sabe de sua proximidade com a igreja evangélica. Ao lado de Fábio, o atleta é um dos líderes do elenco. O que poucos sabem é como o jogador se aproximou da religião.

Natural de Contagem, cidade localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Léo se mudou para Porto Alegre na adolescência. A distância dos familiares, os quais o acompanham no cotidiano desde a chegada à Toca da Raposa II, fez com que o defensor mudasse a forma de vida.

"Desde que comecei na base do Grêmio, eu tive oportunidade (de ter contato com a religião) porque fui convidado por um jogador do clube à época para ir à igreja evangélica. Eu estava longe de casa, longe da minha família e a igreja me acolheu. Eu comecei a frequentar e ali eu passei a ir aos cultos, a ler a bíblia, a conhecer o evangelho", disse ao UOL Esporte.

"Isso fez diferença total na minha vida, pela conduta, pela disciplina e pelos ensinamentos bíblicos. Desde os 15 anos de idade que estou nessa caminhada, estou estudando, sou evangélico. A igreja ajuda a transformar vidas, condutas e caráter", acrescentou.

A fé de Léo é atestada em sua rotina. O atleta frequenta cultos ao lado dos amigos de Cruzeiro e da esposa Camila Campos e financia projetos sociais em Belo Horizonte e Porto Alegre. Ele também auxilia a cônjuge em sua trajetória como cantora gospel. O jogador, contudo, não se limita a isso e tem o plano de doutrinar a religião ao término da carreira.

"Eu acredito que tenho uns oito anos de carreira, mas hoje a certeza que eu tenho é que vou poder me envolver com projetos sociais, o que faço desde cedo no futebol e compartilhar o evangelho, o que vivo desde cedo. Mas profissionalmente dizendo eu não tenho algo estipulado, fixo, mas já tenho algo encaminhado", comentou.

O zagueiro, por fim, faz uma relação entre a prática esportiva e a religião. Ele crê que o comportamento extracampo influencia diretamente no rendimento dentro dos gramados. Por isso, enaltece aqueles que seguem à risca as doutrinas religiosas.

"É 90% necessário. É muito importante para um atleta, porque principalmente quando você é novo e chega ao profissional, muitas pessoas chegam a você, rodeiam. Se você não tiver uma estrutura e uma base na religião e em família, você acaba passando uma certa dificuldade porque estas pessoas acabam influenciando você. Hoje, o atleta de futebol, com certeza, a grande maioria é conhecedora da bíblia, do evangelho e não se baseiam. Eles acabam tendo um pouco de dificuldade", declarou.

"Eu cheguei onde estou exercendo a minha fé. A minha fé sempre me faz pular obstáculos. Ela que me faz ultrapassar limites. Vários jogadores exercitam isso também e este é o principal fundamento do jogador. O que vai ficar mesmo é a sua conduta e o seu caráter, as amizades que você fez. Isso (a carreira) vai passar", concluiu.

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