Tite pede conjunto forte e nega "Neymar dependência" na seleção brasileira

Do UOL, em São Paulo

  • AFP PHOTO / VANDERLEI ALMEIDA

O primeiro jogo de Tite sem Neymar na seleção brasileira despertou questionamentos a respeito do desfalque. Na terça, contra a Venezuela, o Brasil não terá seu principal atleta pela quarta vez em 10 rodadas, sempre por suspensão. Para o novo treinador, a equipe precisa lidar com isso. 

"É hora para a maturidade de equipe, para o crescimento e o desempenho. Não concordo quando se fala de "Neymar dependência". A Argentina então não precisa só do Messi. Só vão aparecer individualidades se o conjunto estiver forte. Não contar com seu grande atleta é um processo de maturidade da equipe, há uma série de atletas com qualidade para fazer um bom jogo amanhã", comentou. 

"Quando falamos de Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo. Que equipe não sente falta? Todas. Mas quem não gostaria de ter Willian ou outras opções como temos? É o senso de equipe. Se o Brasil ficar na dependência do Neymar é porque tem alguma coisa errada. Se ele não contribuir sem a bola também está errado", acrescentou ainda. 

Segundo o treinador, não é hora de se projetar uma vaga no Mundial, e sim de pensar na produção jogo a jogo. "Desempenho, jogar bem, não dá pra falar antes do resultado, de classificação. A coisa é decidida em campo com qualidade individual dos atletas, nível de concentração. Sabemos das dificuldades, das características, independentemente de local e posição". "Não penso na Copa. Entendo a empolgação, as manifestações", disse. 
 
Ainda no contexto em torno do crescimento da seleção, Tite citou o treinador anterior. "É um estágio natural de evolução, o legado do sistema é do Dunga, não falo para ser simpático com ninguém, nem somos amigos. É verdade, temos que ter esse discernimento. E outras situações. Marquinhos bem na olímpica, Miranda com um legado anterior, há uma construção de um trabalho e uma afirmação. Queremos consolidar e se puder associar ao resultado positivo, que bom". 
 
Tite também foi perguntado sobre a crise no país onde jogará na terça, mas preferiu se eximir. "Dos momentos sociais eu não tenho condição de avaliar. Estou com venezuelanos, não tenho condição de fazer julgamentos, não dá para comparar com Haiti. Sei que a seleção brasileira em qualquer lugar mexe muito, olha quantas pessoas estão aqui. Uma coisa é o respeito ao povo, ao torcedor, ao venezuelano, o carinho. Outra é competir no esporte, procurar vencer. Dá para fazer as duas coisas", lembrou. 

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