Fifa vai analisar proposta de Infantino de Copa do Mundo com 48 seleções

Da Reuters, em Zurique (Suíça)

  • AP Photo/Michael Probst

    Gianni Infantino, presidente da Fifa

    Gianni Infantino, presidente da Fifa

A polêmica proposta do presidente da Fifa, Gianni Infantino, de realizar uma Copa do Mundo com 48 seleções será posta à prova quando os formuladores de políticas da entidade mundial do futebol debaterem o processo de seleção do Mundial de 2026 nesta semana.

O conselho da Fifa, que se reúne na quinta e na sexta-feira em Zurique, ainda tem que decidir questões básicas, como o tamanho do torneio e quais continentes podem concorrer. Espera-se uma decisão nesta semana, conforme o cronograma delineado em maio, mas agora Infantino disse que as discussões irão continuar até janeiro.

O número de times participantes é a principal dúvida. Infantino, eleito em fevereiro para substituir Joseph Blatter, caído em desgraça, prometeu durante sua campanha aumentar para 40 as seleções da Copa, uma ideia à qual os maiores times europeus se opõem.

Ele foi ainda mais longe nesta semana, porém, ao sugerir acrescentar mais oito equipes.

O plano de Infantino é que 32 seleções participem de uma fase eliminatória preliminar disputada no país-sede, das quais 16 passariam para a fase de grupos, na qual se juntariam a outros 16 times que receberiam vagas. Depois o torneio continuaria como de praxe, com uma fase de grupos de 32 times seguida de fases eliminatórias.

O jornal esportivo francês L'Équipe descreveu a ideia como ridícula, e o técnico da seleção da Alemanha, Joachim Löw, disse que diluiria a força esportiva do torneio.

Críticos afirmam que a medida também poderia ser interpretada como uma concessão às 211 federações nacionais de futebol que elegem o presidente da Fifa.

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