Mente forte e treino duro: o segredo de Diego Alves para defender pênaltis

Do UOL, em São Paulo

  • Tobias Schwarz/Reurtes

    Diego Alves, o especialista em defender pênaltis

    Diego Alves, o especialista em defender pênaltis

"É uma guerra psicológica". Assim Diego Alves, o maior pegador de pênaltis da história do Campeonato Espanhol, definiu o momento decisivo que envolve batedor e goleiro. E ele sabe bem o que fala. O brasileiro virou um especialista nos pênaltis graças, em parte, a uma característica forte que possui: uma mente forte.

José Manuel Ochotorena treina Diego Alves há cinco anos no Valencia e destaca o lado psicológico e a concentração do brasileiro. Responsável também pelo treinamento de goleiros da seleção espanhola, Ochotorena resumiu assim seu pupilo: "fala bem pouco, mas faz muito".

Diego, inclusive, precisou mostrar ter cabeça boa também fora de campo. Antes do início da temporada europeia, o Valencia tentou negociá-lo. Não estava disposto a elevar os salários do brasileiro, que tem contrato até 2019, e pensou em fazer caixa com sua transferência.

Barcelona e Sevilla surgiram como opções, mas nada avançou. Diego, então, foi encostado e perdeu lugar na equipe enquanto aguardava a definição de seu futuro. De acordo com Ochotorena, o brasileiro treinou tão ou mais forte à espera de uma nova chance.

Quando o então titular Mathew Ryan se machucou, o brasileiro voltou com tudo, como se nada tivesse acontecido. Não deu chance aos demais goleiros. Em vez de abalado, respondeu se tornando um dos pilares do Valencia.

Prova disso foram as três defesas de pênalti que fez recentemente, duas delas na partida contra o Atlético de Madri. Ele tem números absurdos: as 19 defesas em 41 cobranças de pênalti o colocam como o maior desse quesito na história do Campeonato Espanhol. Somando as demais competições do país, são 22 defesas em 45 chutes. Sem falar nas duas cobranças para fora.

Na guerra psicológica desse momento decisivo, Diego Alves tem seus truques. Ele encara o cobrador olho no olho. Mexe um braço só quando está na linha do gol. Às vezes, antes de chegar debaixo do travessão, interrompe a caminhada para arrumar o meião ou a chuteira, por exemplo. Tudo vira arma antes da cobrança do pênalti. E o brasileiro tem um vasto arsenal.

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